segunda-feira, 22 de agosto de 2016

"Manual do Proprietário de uma Criança Montessori"

Publicado em setembro 15, 2012 por gabrielmsalomao  
Texto de Donna Bryant Goertz, disponível em http://mariamontessori.com/mm/?p=1674 
Tradução de Gabriel Merched Salomão distribuída com autorização da autora

Queridos pais,
Eu quero ser como vocês. Eu quero ser exatamente como vocês, mas quero me tornar como vocês do meu jeito, no meu tempo, pelos meus esforços. Quero assistir a vocês e imitar vocês. Eu não quero ouvir vocês, a não ser por umas poucas palavras de cada vez – a menos que vocês não saibam que eu estou ouvindo. Eu quero trabalho, quero realmente me esforçar com algo muito difícil, algo que eu não consiga fazer imediatamente. Eu quero que vocês deixem o caminho livre para os meus esforços, e quero que me dêem os materiais e ferramentas necessárias para que o sucesso seja possível depois das dificuldades iniciais. Eu quero que vocês me observem e vejam se eu preciso de uma ferramenta melhor, um instrumento mais do meu tamanho, uma escada mais alta e mais segura, uma mesinha mais baixa, uma caixa que eu mesmo possa abrir, uma estante mais baixa, ou uma demonstração mais clara de algum processo. Eu não quero que vocês façam para mim, ou me apressem, sintam pena ou me parabenizem. Só fiquem calmos e me mostrem como fazer as coisas devagar, muito devagar.

Eu vou querer fazer um trabalho todinho de uma vez e sozinho porque eu vejo vocês fazendo, mas isso não funciona para mim. Sejam firmes e coloquem limites para mim nessa hora. Eu preciso que vocês me deem pequenas partes do trabalho inteiro e me deixem repetir de novo e de novo, até que eu faça tudo perfeitamente. Vocês dividem o trabalho em partes que serão muito difíceis, mas possíveis de fazer com bastante esforço, com muitas repetições e com muita concentração. Eu quero pensar como vocês, comportar-me como vocês, e ter os mesmos valores que vocês. Eu quero conseguir tudo isso pelo meu trabalho, imitando vocês. Falem devagar. Usem poucas e sábias palavras; Movimentem-se devagar; Façam as coisas em câmera lenta para que eu possa absorvê-las e imitá-las.

Se vocês confiarem em mim e me respeitarem, preparando meu ambiente doméstico e me dando liberdade dentro dele, eu vou me disciplinar e cooperar com vocês mais pronta e frequentemente. Quanto mais vocês se disciplinarem, mais eu vou me disciplinar. Quanto mais vocês obedecerem as leis do meu desenvolvimento, mais eu obedecerei vocês.

Nós temos tanta sorte, eu e vocês, que dentro de mim haja um plano secreto para o meu jeito de ser como vocês. Eu sou guiado pelo meu plano secreto. Eu sou feliz e estou seguro o seguindo. É irresistível para mim. Se vocês interferirem com o trabalho de me revelar de acordo com meu plano secreto e tentarem me forçar a ser como vocês do jeito de vocês, no tempo de vocês e pelo esforço de vocês, eu vou esquecer de trabalhar no meu plano secreto e vou começar a lutar contra vocês. Eu decidirei levantar guerra contra vocês e contra tudo o que vocês defendem. É minha natureza. É meu jeito de me proteger. Podem chamar isso de integridade.

Dependendo da minha personalidade, eu promoverei uma guerra mais aberta ou mais encobertamente. Eu brigarei mais ativa ou passivamente. Uma quantidade imensa de minha energia, do meu talento e inteligência será desperdiçada. Vocês vão ganhar no final, provavelmente, mas eu serei só uma versão mais fraca, uma substituição pobre, um molde tosco daquilo que eu sou capaz de ser, e vocês vão ficar exaustos. Por favor, aliviem a tensão para todos nós preparando o ambiente em casa para que eu possa executar meu trabalho de criar um ser humano e vocês possam se manter no trabalho de educar um. Eu farei o que faço melhor e vocês farão o que fazem melhor.

Eu sou capaz de ser o melhor exemplo de suas melhores qualidades e valores expressos do meu jeitinho. Se vocês prepararem a casa cuidadosa e completamente para mim, mantiverem meus materiais em ordem e em bom estado, colocarem limites claros e firmes, derem-me períodos longos e lentos para trabalhar no meu plano secreto, eu farei o trabalho de desenvolver um novo ser humano – eu! Eu mencionei que preciso dos materiais em todos os ambientes da casa? Eu preciso de matérias disponíveis para acesso rápido e fácil, sempre que eu estiver em casa e onde quer que vocês estejam. Eu preciso ter a opção de trabalhar e brincar perto de vocês. Na maior parte do tempo, eu preciso fazer as atividades perto da estante ao qual elas pertencem para que eu crie o hábito de guardá-las depois de usar.

Meu plano secreto para me desenvolver é executado totalmente pela mão – mãos, digo, as minhas duas, para ser exato. Eu sou um bom artista, um excelente artesão e preciso das melhores ferramentas e materiais. Não me dê coisas inúteis e em excesso, só uns bons materiais que sejam completos e estejam em bom estado. O excesso é pior que desnecessário; é perturbador. Atrapalha meu processo criativo. Me deixa irritado e eu coopero menos com vocês. Eu sei que é difícil de acreditar que por meio das atividades que eu escolho e executo independentemente e em estado de profunda concentração eu esteja desenvolvendo meu caráter, mas é verdade. Eu não posso fazer um bom caráter com um excesso de coisas inúteis e no meio da bagunça.

Minha casa é meu estúdio e meu ateliê, então por favor, certifiquem-se de que ele seja calmo e pacífico. Coloquem músicas leves e tranquilas para tocar enquanto eu estiver acordado. Assistam televisão só depois que eu estiver dormindo. Enquanto estou acordado, faço todo o barulho de que preciso. Ah, e eu preciso que tudo fique em ordem. Eu não posso dar o melhor de mim na bagunça. Eu não sei como ordenar as coisas sozinho, mas eu preciso da ordem, então eu preciso que vocês arrumem tudo para mim pelo menos três vezes por dia. Se vocês ordenarem as coisas para mim de um jeito prático e que seja esteticamente prazeroso e faça sentido para o meu raciocínio lógico, eu vou, devagarinho, imitar vocês mais e mais.

Em algum momento, vocês poderão me mandar colocar as coisas no lugar sozinho, quando eu tiver uns seis anos, desde que vocês se lembrem de checar tudo comigo até os nove anos. Eu não consigo lidar com o acúmulo de um dia inteiro de coisas para guardar, e muito menos o de uma semana inteira. Eu certamente nunca serei capaz de lidar com um mês de bagunça. Se vocês se distraírem e esquecerem de me ajudar a guardar tudo durante o dia e a bagunça se acumular, vocês vão ter que guardar tudo à noite. Eu odeio ser tão exigente, mas eu preciso ter todos os meus objetos organizados e dispostos em conjuntos completos que eu possa alcançar, de forma que eu possa pegá-los sozinho. Se eu tiver de pedir para vocês toda vez que precisar de alguma coisa, eu vou começar a me sentir um capitão, um general ou um inválido chorão. Parem e pensem, eu realmente poderia assumir um ou outro desses papéis. Nenhum de nós deseja isso. Eu preciso de independência como eu preciso de oxigênio. Ela me faz apresentar o melhor de mim. O tempo que vocês gastam organizando meu ambiente será o tempo que vocês economizarão não tendo que lidar com meu lado petulante, rebelde e teimoso.

A televisão é uma grande interrupção no meu desenvolvimento. Desculpe! Eu sei que vocês não querem ouvir isso: eu preciso de muitas atividades manuais e preciso de muito tempo de processamento. A TV me distrai das atividades mais importantes e enche minha cabeça com mais do que eu tenho tempo para processar. Leiam para mim todos os dias, porque a leitura vai devagar, e me dá tempo para processar junto. A TV me amontoa com mais do que eu sei usar, então ou eu desligo ou fico frenético. Eu sei que vocês podem achar que alguns programas são bons para mim, e vocês podem achar que merecem a folga que a TV dá para vocês, mas nós todos pagamos um preço alto para cada meia hora que eu assistir.

Eu não resisto à TV, mas tudo bem, porque qualquer criança de três a seis anos tem pais, e é para isso que os pais servem. A TV me deixa distraído, irritado, e me faz não cooperar com vocês. Quanto mais eu assistir, mais eu quero assistir, e aí surgem problemas entre nós. Se vocês não conseguem dizer não para o hábito de ver TV agora, onde está meu exemplo para dizer não para outros maus hábitos mais tarde? Além disso, quanto mais eu vejo TV, menos eu quero ser como vocês. Lembrem-se, eu imito o que assisto. Ah sim, cuidado também com os jogos de videogame e computador pelos quais eu vou implorar e que todos os meus amigos têm. Sei que vocês conseguem!

Geralmente, eu vou estar tão concentrado nos meus trabalhos e brincadeiras que não vou ouvir vocês quando falarem comigo. Não piorem as coisas falando de longe ou repetindo o que vocês disseram. Abaixem-se até o nível dos meus olhos, pertinho do meu rosto, consigam minha atenção e olhem nos meus olhos antes de falar. Então, façam das suas palavras poucas, firmes e respeitáveis. Vocês vão economizar muito sofrimento desnecessário se lembrarem de fazer assim. Eu sei que não vai ser fácil lembrar, mas se vocês se esforçarem bastante, podem fazer disso um hábito. Afinal, se vocês não fizerem o que devem, como podem esperar que eu faça o que devo?

Se você não tiverem tempo, energia ou, odeio dizer isso, autodisciplina para seguir aquilo que vocês dizem, não digam. Ameaças vãs e promessas vazias me fazem desprezar vocês. Vocês ficam parecendo bobos, arbitrários e fracos. Eu sei que eu ajo como se quisesse conduzir o universo sozinho, mas é só bravata. Eu realmente preciso de pais para conduzirem meu mundo. Quando eu não posso confiar que vocês querem dizer o que dizem, eu não posso acreditar em vocês. Isso me faz sentir inseguro e eu chego a alguns extremos. É assustador porque eu amo vocês demais. Eu preciso respeitar vocês e acreditar que vocês querem dizer o que dizem. Vocês são a parte mais importante do meu ambiente em casa.

Vocês se alegrarão de saber que parte do meu plano secreto pede que eu ajude com a casa e o jardim. Não, não pode ser quando vocês quiserem, quando vocês tiverem tempo ou estiverem com vontade. Tem que ser quando eu me interessar. Desculpe, não dá para negociar isso. Afinal, sou eu quem está criando um ser humano aqui. Vocês só estão educando um. Bom, eu acho que não serei de nenhuma ajuda, na verdade, não imediatamente ou diretamente. Vai ser uma complicação. Eu preciso do equipamento no tamanho certo, de demonstrações cuidadosas e de muito tempo e paciência.

Assim que eu tiver dominado uma habilidade, e me tornar capaz de realmente ajudar, vou cansar e escolher não fazer aquilo de novo. Aí eu vou querer aprender algo novo, que exija ainda mais habilidade e desenvoltura e vocês vão ter de começar tudo de novo. Isso vai acontecer mais ou menos uma vez por semana pelos próximos seis anos e vai ocupar bastante do seu tempo tão valioso e escasso. No longo prazo, no entanto, vai ser de grande ajuda, porque eu vou me sentir tão envolvido com a casa e com a família que serei muito mais razoável e cooperativo quanto aos nossos valores e regras. Eu também serei tão capaz, independente e autossuficiente quando eu tiver uns nove anos que é bastante razoável esperar que eu faça minha parte na casa e no jardim. Eu terei desenvolvido obediência.

Eu sei que minhas necessidades são grandes e muitas. Eu sei que estou pedindo muito de vocês, mas vocês são tudo que eu tenho de verdade. Eu amo vocês e eu sei que vocês me amam além da razão e dos limites. Se eu não puder contar com vocês, com quem eu contarei? Mas não vamos fantasiar. Não precisa ser perfeito. Eu sou forte e resistente. Eu sobreviverei e farei o melhor. Só achei que vocês poderiam querer ter o capítulo sobre Cuidados Básicos com o Ambiente Doméstico do Manual do Proprietário sobre uma Criança Montessori. Vocês podem fazer os próximos três anos serem muito mais divertidos para nós todos se cuidarem de mim conforme minhas necessidades. Ei, nós podemos combinar que vamos satisfazer 50% das minhas necessidades? Ok, Ok, 25% e não se fala mais nisso.

Amor, abraços e beijos, Seu filho de três a seis anos.

PS: Eu sei que tenho muita sorte. Não são muitos os filhos cujos pais vão realmente ouvir e atentar para suas necessidades em vez de ceder às teimosias e chororôs. Talvez eles temam que seus filhos deixem de amá-los. Talvez temam que seus filhos não sejam populares. Eu vou guardar isso para o Capítulo Seis.

Quanto mais eu assistir TV, mais eu vou reclamar por tédio, porque aos poucos eu vou perder minha tendência natural a seguir meus Períodos Sensíveis – sabem, aquela atração a certas atividades durante períodos determinados do desenvolvimento. Sem a interferência da TV, uma incansável sensação de insatisfação criativa me leva a explorar o ambiente, focar minha atenção em uma atividade, concentrar-me nela, e repeti-la. Sob a influência da TV, a mesma sensação incansável se torna um monstro de cara feia chamado “tédio”, que tiraniza a vocês e a mim, desgasta nossa relação e compromete meu melhor desenvolvimento.

– Donna Bryant Goertz, fundadora da Austin Montessori School, em Austin, Texas, atua como uma fonte para escolas ao redor do mundo. O livro de Donna, “Children Who are Not Yet Peaceful: Preventing Exclusion in the Early Elementary Classroom” baseia-se em seus trinta anos de experiência guiando uma comunidade de trinta e cinco crianças entre seis e nove anos. Ela recebeu seu diploma de Ensino Básico Montessori da Fondazione Centro Internazionale Studi Montessoriani, em Bérgamo, Itália, e seu diploma de assistente para a infância pelo The Montessori Institute of Denver, no Colorado.

quinta-feira, 23 de junho de 2016

"A escolha é sua"

11 minutos. Uma soneca. 11 minutos. Um tempo tirado para lanchar. 11 minutos. Um vídeo na internet. 11 minutos. Um estupro. No Brasil a cada 11 minutos uma mulher é violentada, somente no Rio de Janeiro são 12 por dia. Essa é uma realidade chocante, mas longe de ser alterada, isso porque vivemos em um país com uma generalizada cultura do estupro e que provém da própria cultura machista que diminui e objetifica a mulher e que absurdamente se fortalece a cada dia.

O termo ‘cultura do estupro’ se refere à normalização da violência contra a mulher e que encoraja homens a praticarem agressões sexuais contra as mesmas. Esse termo ganhou destaque após o caso recente da jovem de 16 anos estuprada por 30 homens em uma favela do Rio de Janeiro. Confesso que mais assustada do que fiquei ao saber da tamanha barbárie foi quando, acessando redes sociais, deparei-me com um verdadeiro bombardeio de comentários absurdamente machistas, culpando a vítima pela própria violência sofrida. Foi nesse momento que tive a comprovação de como o Brasil está afundado em uma deplorável e inaceitável cultura do estupro.

O estupro é um dos poucos crimes, se não o único, no qual a vítima é considerada culpada e sabe por quê? Porque a arrematadora maioria das vítimas são mulheres e as mulheres são constantemente diminuídas ao papel de meros objetos dos homens. Uma confirmação disso é o fato desse caso da jovem carioca não ter tido repercussão até que mulheres, principalmente, feministas demonstraram sua indignação e exigiram a punição do crime nas redes sociais, caso contrário ele entraria na gigantesca lista de estupros ignorados pela sociedade brasileira.

A cultura do estupro é ‘filha’ do machismo, dessa deplorável crença de que as mulheres são inferiores aos homens, de que são peças do jogo do prazer do sexo masculino. E mais deplorável ainda é saber que esta cultura é alimentada pelos próprios brasileiros que disseminam o ódio às mulheres e que as culpam por um crime hediondo cometido contra elas mesmas. Enquanto houver machismo, haverá estupro; enquanto existir comentários sexistas que diminuem as mulheres, haverá estupro; enquanto a sociedade brasileira fechar os olhos para a cultura do estupro, haverá estupro; enquanto você fingir que não existe machismo nem cultura do estupro, haverá estupro.

Então você pode agir para combater essa realidade ou pode ignorá-la e tornar-se um cúmplice de todos os agressores desse país, pois a escolha é somente sua.

Texto escrito pela aluna Eduarda de Castro Lacerda - 3ª série "A". 

Professora responsável: Profª Drª Priscila Marques Toneli

quinta-feira, 2 de junho de 2016

"Sob a mira dos paparazzi: a era da lousa digital"

Recentemente, estudantes utilizam um novo método para registrar as anotações da lousa escolar: a fotografia. Apesar das restrições escolares à tecnologia do celular, a prática intensifica-se cada vez mais.

Há discussões entre alguns profissionais acerca do assunto neurológico, ou seja, a cópia manual das informações dispostas na lousa estimula o trabalho cerebral e promove o aprendizado, sendo a fotografia, portanto, um método ineficiente. Em contraposição, alguns alunos afirmam que se trata de um bom método, já que a fotografia lhes permite prestar uma atenção maior no que está sendo dito pelo professor.

Um outro problema discutido é a questão da distração. Apesar do fato de que a escola deve acompanhar a ascensão da tecnologia, o celular pode não ser uma boa opção, principalmente pela infinidade de aplicativos que podem retirar a atenção do aluno.

Entrando novamente na questão neurológica, há pesquisas que comprovam que o cérebro seleciona as atividades por interesse e não por necessidade, acarretando, desse modo, na perda de atenção da atividade mais entediante, ou seja, a aula.

Apesar disso se aplicar à maioria dos alunos, é possível atrelar escola, aprendizado e tecnologia e resolver esses problemas, ensinando os alunos a utilizarem a tecnologia como ferramenta para o processo de aprendizado, e como ferramenta de pesquisa e busca de conhecimento extra.

Não há como negar que o bloqueio da tecnologia na escola é inútil. Trata-se, esta, de uma instituição formadora de novas mentes e deve estar adaptada às necessidades e à realidade dos alunos. Desse modo pode-se garantir maior sucesso e eficiência do objetivo principal da escola: transmitir conhecimento.



Texto escrito pela aluna Mariana Amaral - 3ª série "A".

Professora responsável: Profª Drª Priscila Marques Toneli

quinta-feira, 12 de maio de 2016

"Segurança alimentar no Brasil"

O problema com a alimentação vem de muito tempo atrás, desde quando Malthus lançou sua teoria de que a população cresceria tanto que faltaria alimento para as pessoas. Em contraste com essa teoria, surgiu a Revolução Verde, que melhorou a agricultura e a pecuária, fazendo assim com que a comida não faltasse. Entretanto no Brasil atual ainda existe fome e para suprir essa fome as indústrias e os produtores fazem de tudo, inclusive usar agrotóxicos e hormônios proibidos no país para estimular a produção, afetando de certo modo a segurança dos alimentos.

Em princípio, ter uma boa alimentação, ou seja, uma alimentação balanceada que inclui legumes, verduras, frutas e carne, é essencial para uma boa saúde, e é o que dizia Hipócrates “Faça do seu alimento sua Medicina e da sua Medicina seu alimento”. Todavia, para que isso aconteça, é preciso que a comida tenha uma boa qualidade, mesmo sendo considerada natural e saudável, já que, se esses alimentos forem considerados ruins por conta de agrotóxicos, pode-se afirmar que seriam também fontes de doenças no Brasil contemporâneo e desse modo não se pode obter segurança sobre o que se consome.

Isso tem ocorrido com muitas frutas e vegetais, como o tomate, a batata e o abacaxi. Além disso, tais agricultores estão usando agrotóxicos proibidos por lei no país, o que causa danos irreparáveis não só à saúde da população, mas também à fauna e à flora. Acrescido a isso, destaca-se também o uso de hormônios por pecuaristas para aumentar a produção de aves e os conservantes que as indústrias usam para deixar seus produtos mais duráveis e bonitos.

Um bom exemplo disso são as empresas, como a Copervale, que utilizou um composto químico com soda cáustica e ácido cítrico para aumentar o volume e estender a validade do leite, sendo considerado nocivo à saúde humana e causando consequências à população. Nesse caso, notou-se uma despreocupação da empresa em relação ao bem estar da população, já que, de modo geral, a preocupação é apenas com quantidade de produção e obtenção de lucros, tanto para as indústrias quanto para os produtores rurais.

Portanto os alimentos no Brasil atual não são seguros e podem acarretar problemas graves à população. Desse modo, para que a nutrição brasileira passe a ser mais segura, é preciso que os produtores reduzam os agrotóxicos nas plantações, substituindo-os por produtos menos tóxicos para que os alimentos sejam mais confiáveis. Outra medida que deveria ser adotada é que o Estado puna por meio de multas empresas que abusam dos conservantes para que assim a qualidade melhore e os alimentos do nosso país sejam mais seguros.



Texto escrito pelo aluno Guilherme Minaré Alves - 3ª série "A". 

Professora responsável: Profª Drª Priscila Marques Toneli

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Atividade Ensino Médio: Semelhança de triângulos e teorema de Tales

Durante as aulas de Matemática, os alunos da 3ª série do Ensino Médio do Colégio Nossa Senhora das Dores realizaram uma atividade ao ar livre sob a orientação do Professor Djalma Gonçalves.

Acompanhe aqui, o registro parcial da atividade desenvolvida pelos alunos dominicanos.









quinta-feira, 28 de abril de 2016

"Há eficácia nas ações de combate ao Aedes aegypti no Brasil hoje?"

São notáveis os vastos problemas para a saúde brasileira que o mosquito Aedes aegypti vem trazendo nos últimos tempos. Devido ao inseto ser um hospedeiro intermediário, ou seja, um vetor de transmissão e, nesse caso, não apenas de uma e sim de várias doenças causadas por vírus, como a dengue, a zika e a chikungunya, é necessário que seu combate seja constante e bastante eficaz, o que não condiz com o descaso do Estado em prevenir sua propagação.

Entretanto, sabe-se que o mosquito se reproduz em locais onde há ocorrência de água parada, tornando seu combate às vezes mais acessível pela população do que ao Estado, mesmo porque há lugares nos quais o próprio Estado não garante uma boa condição de higiene e uma fiscalização regular, fazendo com que a erradicação desse vetor seja dificultada. Em vista disso é importante destacar que o apoio do Governo é imprescindível para que haja a conscientização da população sobre a importância da eliminação do mosquito para que os casos dessas doenças deixem de ser exorbitantes.

Para o filosofo Hegel, o Estado é uma família em ponto grande, é substância ética consciente de si mesma, ou seja, o Estado coloca-se como um organismo vivo, compacto e unitário, uma verdadeira família ampliada e, como sendo uma família, faz-se necessário o cuidado com todos, colocando em evidência a importância da formação educacional, que traz consigo o cidadão consciente de suas atitudes, como a da eliminação dos focos do mosquito, buscando uma sociedade livre dessas doenças.

Em noticiários, é possível perceber que os casos de dengue são encontrados em todas as regiões do país, todos os anos, assim como as novas doenças vêm se espalhando também e um exemplo é a microcefalia em bebês decorrente da mãe contaminada por zika durante a gestação. Por conta desses inúmeros problemas causados pelo Aedes aegypti, as ações de combate a esse mosquito devem ser levadas mais à sério pelo Estado.

Logo, para que haja uma maior eficiência dessas ações, é necessário que Governo, família e escola promovam projetos para conscientizar as crianças, montando grupos para passarem nas casas, verificando e orientando a população a eliminar possíveis focos de mosquito, além de realizar uma fiscalização mais frequente nos bairros mais pobres de modo a garantir também uma boa higiene nesses lugares “esquecidos” pelo poder público.

Produção de texto desenvolvida como parte das atividades relacionadas ao Aulão Interdisciplinar sobre o Aedes Aegypti realizado nesta quarta-feira (27) com os alunos dos 9ºs anos e Ensino Médio.



Texto escrito pela aluna Gabriela Alves Costa da - 3ª série "A". 

Professora responsável: Profª Drª Priscila Marques Toneli