sexta-feira, 18 de maio de 2018

A limitação da arte versus a liberdade de expressão artística

A arte é uma forma de expressão que muitas vezes retrata uma cultura ou uma realidade do âmbito social. Atualmente, é palco para discussão sobre a maneira com que essa expressão é realizada, por ultrapassar as barreiras do que é considerado aceitável pelo público. Levando isso em conta, considera-se que a arte deve ser limitada de forma que os artistas continuem com a sua liberdade de expressão, porém sempre respeitando o conteúdo e os grupos sociais envolvidos em sua obra, visando o bem estar coletivo e tendo em vista a influência que a arte tem na sociedade.

No cenário atual, é inegável que os artistas possuem o direito de abranger os mais diversos tópicos em suas obras. Isso se deve ao fato de que a arte abre suas portas para a representação de todo e qualquer tipo de assunto, inclusive a retratação de grupos marginalizados e problemas sociais, tornando possível a valorização dos grupos e até a criação de propostas para a solução de tais problemas. Logo, os produtores de conteúdo artístico devem exercer seu direito de expressão em função de boas causas que levarão ao bem comum.

Ademais, o material artístico possui grande influência no meio social. Um exemplo foi o seu uso para propagandas nazistas de incentivo ao ódio e à intolerância, contribuindo para a propagação do ideal arianista por meio de cartazes e charges em jornais e revistas alemãs. Hoje, um conceito misógino é ainda mais facilmente divulgado devido às inovações da telecomunicação no mundo globalizado, como a internet. Assim, tendo em vista o seu impacto, é necessária a imposição de limites que mantenham o respeito à diversidade humana como foco.

Considerando o exposto, deve-se conservar a liberdade de expressão artística, evitando a disseminação da intolerância entre os mais diversos setores sociais. Os artistas devem continuar retratando a realidade para que, por meio da arte, haja a inclusão de minorias e o alerta ao público para os problemas sociais. Ainda assim, faz-se necessária a intervenção estatal por intermédio do Ministério da Cultura, fiscalizando as obras produzidas para que nenhuma que desrespeite as liberdades fundamentais possa ser publicada.



Júlia Alves de Souza Moreira 

2ª série "A" - Ensino Médio

Texto redigido sob a orientação da Professora Drª Priscila Toneli

quarta-feira, 16 de maio de 2018

Dia do Gari: Projeto Intercomunitário – Irmãs Dominicanas “VARRENDO A INVISIBILIDADE” e Pastoral do CNSD

Hoje estamos comemorando o Dia do Gari (Homens e mulheres que varrem as nossas ruas, que recolhem o nosso lixo. Todos os dias os vemos, mas muitas vezes são invisíveis aos nossos olhos.

Passamos por muitos deles e nem um cumprimento! Jesus nos convida a amar o nosso próximo como a si mesmo. Vamos pedir a Deus a graça de nos preocuparmos com os que são humildes, com aqueles que nos servem, honestamente, para sobreviverem.

Vamos tratar com mais atenção e carinho aqueles que servem a comunidade: com uma palavra de agradecimento, um gesto fraterno, um sorriso.

Peçamos a Deus que olhe e abençoe os Garis de nossa cidade de Uberaba.

REZEMOS POR ELES: uma Ave Maria e um Pai nosso. Amém.

 Autora: Irmã Maria Helena 
 Apoio: Pastoral Escolar CNSD

sexta-feira, 4 de maio de 2018

“Os desafios na formação educacional de surdos no Brasil”

A falta de investimentos na formação educacional de portadores de deficiência auditiva no Brasil impede o aperfeiçoamento dessa população em diversas habilidades físicas, sensoriais e intelectuais. Como diz a lei constitucional, todo brasileiro tem direito à educação, não obstante não é o que ocorre no país, uma vez que as escolas não apresentam a infraestrutura (materiais didáticos) e professores aptos a atender alunos que precisam de um atendimento especial, como os surdos, além da falta de respeito que leva à discriminação e limita esses portadores de entrarem na escola e no mercado de trabalho.

De fato, a primeira ação inclusiva de surdos à educação ocorreu no governo de Dom Pedro II quando ele criou uma escola de meninos surdos que até hoje está funcionando. Em contrapartida, o índice de matrículas de portadores de deficiência auditiva está diminuindo. Um dos motivos disso é a falta da procura educacional decorrente do preconceito sofrido por esses jovens. Esse preconceito pode ser exemplificado no livro Extraordinário, em que alunos “normais” pensam ser melhores que portadores de deficiência, logo resultando o bullying e a exclusão. Além disso, esses jovens procuram de centros especializados, pois as escolas não conseguem oferecer aprendizado eficiente a deficientes. Além disso, a falta de investimentos nas minorias reflete na condição atual do país, a crise econômica, que poderia ser solucionada caso o direito dos brasileiros à educação fosse respeitado e caso o preconceito, problema enfrentado desde a descoberta do Brasil (imposição de costumes portugueses e o aculturamento), fosse diluído.

Dessa forma, os surdos devem receber ensinamentos de qualidade (Libras, português), assim como toda criança e todo jovem sem deficiência recebem. Para isso, o Ministério da Educação deve promover um projeto pedagógico que inclua aulas de empreendedorismo e ética, trabalhos com cartazes e até mesmo o trabalho com livros e filmes que abordem os desafios da integração na formação educacional de surdos com o intuito de conter a diminuição de matrículas de deficientes auditivos, além de promover reformas na infraestrutura das escolas brasileiras para poderem receber deficientes. Vê-se, dessa forma, que a conscientização é primordial para a reforma educacional de um problema consistente no Brasil.



Texto redigido pela aluna Maria Theresa Simeda Faria Perin - 1ª série Ensino Médio - da Professora Dra. Priscila Toneli.

Texto elaborado pela estudante para o ENEM 2017 quando era aluna do 9º ano Ensino Fundamental Anos Finais da Professora Thaise Hoyler.

sexta-feira, 27 de abril de 2018

"Crise na segurança pública brasileira"

Durante o Período Regencial brasileiro, diversas revoltas como Cabanagem, Sabinada e outras resultaram em diversas vítimas devido à incapacidade do Governo de oferecer segurança frente à violência que se instaurou no país. Da mesma maneira, atualmente, a sociedade sofre as consequências da crise na segurança pública brasileira em razão da má administração pública, seja pela ineficiência da aplicação das leis, seja pela ausência de treinamento das polícias.

É indubitável que a incapacidade do Governo de garantir segurança pública aos brasileiros é resultado das brechas na aplicação da Constituição. Segundo Aristóteles, a base da sociedade é a justiça, assim a ausência de segurança no Brasil ocorre porque, na prática, aqueles que não cumprem as leis não são punidos conforme a Constituição determina. Desta maneira, é necessário que o Governo aumente a quantidade de polícias nas cidades que fiscalizem o cumprimento das leis e encaminhem os criminosos para serem julgados pela justiça.

Ademais, a crise persistente nos órgãos que garantem a repressão contra a violência é fruto da ausência de treinamento adequado para as polícias, que não são competentes o suficiente para manter a segurança do país. De maneira análoga, durante a Guerra Fria, Rússia e Estados Unidos investiram em treinamento de seus exércitos como forma de se prepararem para uma possível guerra, já que diante da eclosão da violência é necessário que as milícias do país possuam o devido treinamento para não fracassar em garantir a segurança. Portanto, é indiscutível que a falha na segurança brasileira é uma consequência da má administração pública que não se preocupa com a formação eficiente das polícias.

Com o objetivo de atenuar a crise na segurança pública no Brasil, cabe, portanto, ao Governo promover o aperfeiçoamento das técnicas da Polícia Civil, Militar e Federal, além de oferecer melhores salários e melhores condições de trabalho para esses profissionais. Essa ação deverá ser feita através do aumento do número de horas de treinamento para a formação de policiais e a aplicação de provas físicas durante essa preparação combinadas ao oferecimento de planos de saúde para os membros das polícias e menores jornadas de trabalho, visando, assim, a criação de milícias mais preparadas para lidar com a violência brasileira. Somente dessa forma a crise na segurança do Brasil será atenuada e, conforme Aristóteles, a base para o progresso e o desenvolvimento da sociedade será construída.



Geovana de Paula Pereira 

2ª série "A" - Ensino Médio

Texto redigido sob a orientação da Professora Drª Priscila Toneli

terça-feira, 24 de abril de 2018

Palestra “Educar no século XXI: o papel da parceria indissociável entre a família e a escola”

O palestrante Marcos Raggazzi inicia sua fala nos informando que seus conhecimentos se baseiam em vários estudos científicos, mas principalmente na sua vivência tanto enquanto pai de família e profissional.

Propõe-nos a pensar: “O Que É Educar?”. Engloba três aspectos:
• 1º - Oferecer informações: são conjuntos de dados, a geração atual possui muitas informações instantâneas, mas não com qualidade, o papel do educador (pais e escola) é fornecer informações com qualidade e benéficas.
• 2º - Ensinar a processar os dados das informações: relacioná-los.
• 3º - Gerar conhecimento.

Papel da escola é também escolarização, mas não a única função. É também gerenciar comportamentos, extinguindo comportamentos inadequados, estimulando comportamentos positivos e inibindo comportamentos negativos. A aprendizagem se dá através de experimentações, o papel da escola é proporcionar ambientes e situações seguras para que as experiências aconteçam, experiências que não teriam se não estivessem na escola. O apoio e parceria da família de confiar nos profissionais e propostas da escola são fundamentais. Estamos juntos formando cidadãos com valores tão necessários atualmente. Enfim desenvolver habilidades, gerar competências (saber fazer bem).

Uma boa educação busca desenvolver tanto “Operações Mentais”, que são verbos de comando (sintetizar, analisar, deduzir, refletir, etc.) como “Habilidades não Cognitivas” (autonomia, sociabilidade, estabilidade emocional, resiliência, curiosidade, perseverança e criatividade). Ensinar o autocontrole, o controle dos impulsos, gestão do estresse, autodisciplina e automotivação, definir metas, planejamento e organização. A criança e o adolescente devem tomar decisões responsáveis (identificação e resolução de problemas, análises de cenários, responsabilidades ética e avaliação de resultados).

Afinal “Quem Educamos?” somos seres emocionais, seres de faltas, queremos o máximo de carinho e atenção, buscamos sempre amor, temos a necessidade de sermos aceitos e amados. Necessitamos de limites seguros.

A educação se baseia nos “Pilares da Educação do Século XXI”:
• Aprender a conhecer;
• Aprender a fazer;
• Aprender a ser;
• Aprender a conviver.

Assim, este é o nosso desafio da Educação no Século XXI, teremos melhores resultados com a parceria, a confiança e o apoio entre família e escola.


Texto escrito pela Orientadora Educacional do Ensino Fundamental Anos Finais e Ensino Médio Mônica Scalia a respeito da palestra com o Diretor Pedagógico Executivo do Grupo Bernoulli Marcos Raggazzi que foi realizada no dia 10/04/2018 no Centro de Convenções do Colégio Nossa Senhora das Dores.

Clique aqui e confira as fotos do evento.

segunda-feira, 16 de abril de 2018

Oficina de Leitura: “A ararinha do bico torto”

A Professora Kátia Cristina conta que as turmas dos 3ºs anos do Ensino Fundamental do Colégio Nossa Senhora das Dores trabalharam com o livro “A ararinha do bico torto” do autor Walcyr Carrasco durante a Oficina de Leitura.

No livro, as crianças conheceram a história de Nina.

Nina é uma ararinha que nasce com o bico torto e é rejeitada por seus pais e seus irmãos. Acaba caindo do ninho, indefesa, porque não consegue se alimentar sozinha. É encontrada por Pedro, fotógrafo de natureza profissional, e seu filho Mário, que lhe dão o nome de Nina. Pai e filho levam a ararinha para casa e cuidam dela, dando comida no seu bico com uma seringa. Com o tempo, ela aprende a se alimentar sozinha. Adulta, Nina é levada para o viveiro de uma escola, onde vira sensação entre os outros pássaros, alunos e professores. Acaba encontrando um companheiro e tem dois filhotes. Quando Mário vai visitá-la e ver os filhotes, fica tão orgulhoso de Nina que não pode deixar de sorrir.