sexta-feira, 13 de julho de 2018

"Transtornos alimentares X Padrões de beleza"

Um dos grandes problemas presente atualmente são os transtornos alimentares. Gerados por um estímulo descontrolado de consumação pelas diferentes mídias e pela imposição de um padrão de beleza, especialmente entre os jovens, a obesidade e os casos de anorexia vêm crescendo em uma escala sem precedentes. Dessa forma, os transtornos alimentares são verdadeiras patologias sociais, criadas e sustentadas pela própria sociedade, mas que podem ser medicadas/solucionadas por práticas simples e precisas para a problemática.

É indubitável que padrões de beleza sempre existiram. Tais padrões retornam aos primórdios da humanidade, na qual ser acima do peso era algo cobiçado, por significar capacidade de gerar mais descendentes, diferente de hoje, que se vangloria a magreza por significar longevidade e a capacidade de caber em vestimentas da moda verão, inverno e primavera. De acordo com a teoria do fato social de E. Durkhein, os indivíduos buscam aceitação de outros por meio da coercitividade, ou seja, padronização, que é gerada por razões exteriores ao indivíduo, justificando a razão pela busca do corpo ideal, por pura aceitação da pessoa ao grupo com o qual ela vive, o que infelizmente leva ao aumento dos casos de anemia.

As exigências das mídias também é o maior fator de influência sobre o descontrole alimentício. Com constantes propagandas de alimentos gordurosos e prejudiciais à saúde, é inevitável que a satisfação do paladar sobreponha a busca por uma vida saudável. Assim, esse tipo de alimentação torna-se um hábito entre várias famílias. Nesse sentido, estudos realizados em 2016 pela Faculdade Imperial de Londres afirma que, de 1975 a 2014, o número de homens obesos triplicou e o de mulheres duplicou, no total saindo de 105 milhões para 614 milhões de casos de obesidade, sendo de extrema urgência a criação de métodos que resolvam tal problema.

Para resolver esses transtornos alimentares citados, faz-se necessária, primeiramente, a quebra do padrão de beleza, que, por meio de ações do Ministério da Saúde, a partir da realização de campanhas que promovam a autoaceitação e a repugnância a atitudes que levem à anorexia, a serem veiculadas em todas as mídias e em escolas para dar fim nesses casos. Essas campanhas também incluirão orientações contra a obesidade, mostrando seus perigos e danos na vida das pessoas divulgadas com vista a dar fim aos transtornos alimentares.



Caio Mazeto Costa 

 3ª série "A" - Ensino Médio 

 Texto redigido sob a orientação da Professora Drª Priscila Toneli

sexta-feira, 6 de julho de 2018

"Beleza e saúde"

A série “O mínimo para viver” estreada pela Netflix demonstra aspectos atuais da forma como os transtornos alimentares são vistos pela sociedade, com destaque às doenças como bulimia e anorexia que acometem uma jovem que tenta lutar contra isso no decorrer da trama. Logo a série retrata nossa sociedade contemporânea que impõe um padrão de beleza, causando transtornos alimentares entre os jovens brasileiros.

Nesse contexto, na segunda geração do Romantismo, conhecida também como geração ultrarromântica, os poetas retratavam em suas obras aspectos como escapismo, uma forma de fugir dos problemas por meio de métodos como álcool, drogas e suicídio. Atualmente, para um indivíduo fugir dos problemas sociais, como as insatisfações corporais, descontam suas preocupações em comidas, principalmente doces, gerando uma compulsão alimentar e acarretando a transtornos alimentares. Por outro lado, também há jovens que, devido ao padrão de beleza imposto pela sociedade, utiliza de métodos para perder peso, intensificando doenças como a bulimia para satisfazer e criar um corpo imposto pela sociedade e principalmente pela mídia.

Ademais os costumes familiares também tornaram-se aspectos que influenciam nos transtornos alimentares entre os jovens brasileiros, visto que a criança cresce em uma sociedade capitalista que está em constante movimento devido à tecnologia. Desse modo, a criação de propagandas que evidenciam o consumo de “fast food” como as do “McDonald” influenciam os jovens visto que são criados em um ambiente com maus hábitos alimentares como a família brasileira contemporânea. Assim, de acordo com a teoria da tábula rasa de John Locke, o indivíduo nasce como uma folha em branco e irá preenchê-la conforme suas experiências, ou seja, o incentivo de um bom hábito alimentar irá influenciar o indivíduo desde criança.

Portanto, para amenizar essa problemática vivenciada por muitos brasileiros que vivem pautados principalmente pela angústia conforme o pensamento do filósofo Soren Kierkegaard, é necessário que o Governo, na figura do Ministério da Saúde, crie debates e campanhas nos postos de saúde, em que os indivíduos terão acompanhamento com nutricionistas. Cabe também às mídias desempenharem propagandas que exponham a realidade e as doenças que afligem principalmente os jovens devido aos transtornos alimentares como vivenciado pela jovem da série “O mínimo para viver”. Assim, a sociedade terá bons hábitos e exemplos alimentares.



Camilla Peres Almeida 

3ª série "B" - Ensino Médio

Texto redigido sob a orientação da Professora Drª Priscila Toneli

sexta-feira, 15 de junho de 2018

Irmã Anita: uma vida dedicada ao próximo

Igreja São José Operário juntamente com a Creche Comunitária Dona Marta Carneiro e como o Centro Comunitário Materno São Jose Operário são realizações de anos de trabalho e dedicação à comunidade.

"Foi como os Franciscanos que despertei para aprender muito para ajudar o outro", assim lembra Irmã Anita, com voz pausada e suave, do início da década de 40, quando estudou um ano do "ginásio" em Jardinópolis com os Franciscanos. De sua infância, ela recorda que teve uma família feliz, e fala em especial de sua mãe muito exigente e de seu pai bastante compreensivo. Irmã Anita aprendeu a viver na presença de Deus mesmo com seus pais frequentando a Igreja apenas esporadicamente. Ela sente saudades de quando era Soldadinho de Cristo: "nós cantávamos: Valentes soldadinhos precisamos combater os defeitos mais daninhos pra gente dar só prazer..."

Quando jovem, participou da Ação Católica onde integrou-se à Juventude Estudantil Católica e à Juventude Independente Católica. Foi no Colégio Nossa Senhora das Dores, onde sempre estudou, que a Irmã decidiu-se pela vida religiosa por ter se apaixonado por Jesus, São Paulo e São Domingos. Ela também revela que grandes líderes da História Antiga serviam-lhe como modelo, "eu não me esqueço de Demóstenes que era gago e foi para a beira do rio falar até conseguir se dominar. Aquilo que me marcava, quer dizer, nós somos capazes e até um defeito físico podemos mudar".

Logo no início de sua vida religiosa, em meados dos anos 50, mudou-se para a França, onde morou por três anos. Quando voltou ao Brasil, residiu na região Sudeste, Centro Oeste e Norte. Irmã Anita conta que trabalhou muito nesses lugares, "tinha uma dedicação e um amor muito grande por aquele povo, nós tínhamos o desejo constante de formar lideranças, queríamos que houvesse muitos brasileiros conscientes. Assim criávamos oportunidades para que os alunos também pudessem viver esse ideal". Morou também no Paraná e no Rio Grande do Sul, onde conta que despertou para uma ação consciente politizada, "foi quando a Teologia da Libertação estava com toda a força e impulsionava uma ação consciente", conta a Irmã.

Irmã Anita voltou para Uberaba em 1976 com uma enorme vontade de trabalhar nas chamadas Comunidades Eclesiais de Base. "Junto com a Irmã Terezinha, descobrimos o Gameleiras e mudamos para lá. A região era composta na maior parte por pastos, as casas eram barracos de retalho de madeira e lata aberta. Não tinha água encanada, usávamos cisterna e a energia elétrica era limitada, andávamos com lamparina para fazer reunião com o povo".

Fonte: Revelação On-line - Uniube

terça-feira, 5 de junho de 2018

"Família, coragem!"


Ilumine seu filho, 
com amor, com cuidado, com carinho, com afeição.
Dê-lhe segurança, deixando-o(a) ter iniciativa,
não alimente o medo, encoraje-o(a),
Respeite o tempo do seu filho,
porque ele é único.
Ensine seu filho a ser pontual,
cumpra os horários.
Não carregue seus pertences,
ele é capaz de carregar sua mochila,
mesmo subindo degraus.
Não faça sua tarefa, seu colorido ou a margem do caderno,
Ensine-o(a), dando-lhe responsabilidade.
Deixe-o caminhar até a sala sozinho,
Não limite seus passos
e nem subestime sua capacidade.
Não leia por ele, mesmo silabando, ele é capaz
Encha sua alma de Deus, de bondade, de respeito,
Dê-lhe esperança sempre,
Para que nunca tenha a alma vazia.

Poema escrito pela Coordenadora Pedagógica Eliana Prata para as reuniões com os pais dos alunos dos 1ºs aos 3ºs anos do Ensino Fundamental Anos Iniciais - CNSD.

terça-feira, 29 de maio de 2018

Relembrando Irmã Loreto



Relembrando um pouco da rica história de vida de Irmã Maria de Loreto Gebrim (Rute Gebrim).

Nasceu em Formosa/Go aos 11 de fevereiro de 1918. Seu nome civil é Rute Gebrim. Com seis anos iniciou seus estudos no Colégio São José, das Irmãs Dominicanas em Formosa e, também, começou o estudo de piano. Terminou o Curso de Magistério em 1935.

Estimulada por D. Alano de Nodai, Bispo Dominicano, com a idade de dez anos, incrementou o estudo de Música: piano e composições musicais. Estudou Teoria Musical e Solfejo com Antônio Branco, Diretor da Banda de Formosa. Estudou Árabe durante dois anos.

Desde criança, sentiu vocação religiosa. No dia 07 de fevereiro de 1936, com 18 anos foi para Uberaba/MG, entrando para o convento das Irmãs Dominicanas. No convento adotou o nome de Irmã Maria de Loreto. Lecionou Português e Matemática no Curso Primário e Canto no Curso que corresponde hoje, ao Colegial.

Fez o Postulantado em Uberaba em 1936 e o Noviciado em 1937 e 1938, em Monteils na França. Voltando ao Brasil fez o Curso de Geografia e História na Faculdade Santa Úrsula, no Rio de Janeiro, de 1939 a 1942, também cursou Teologia com Dom Marcos Barbosa.

Nesta época, fez aulas de Acordeom com Luiz Gonzaga em 1941 e Curso de Enfermagem neste mesmo ano, na Cruz Vermelha. Exerceu o cargo de Enfermeira por dois meses, no Hospital de Torres/SP em 1943. Lecionou na Faculdade de Filosofia (FISTA) fundada em 1949 a 1952.

Retornou à França para cursar Doutorado em Geomorfologia na Universidade de Sorbonne, de 1952 a 1956. Neste mesmo ano, defendeu sua tese. Ao retornar ao Brasil, lecionou na FISTA de 1956 a 1964. Neste ano defendeu na PUC/Rio de Janeiro, tese de Doutorado.

Na FISTA lecionou Geografia, Física, Cartografia, Geologia, Mineralogia e Paleontologia. Deu aulas também na Faculdade de Economia de Uberaba/MG. Ali, lecionou Geografia Econômica durante sete anos.

Na Faculdade Araguari/MG, aulas de Geografia Física e Cartografia durante 12 anos; na Faculdade de Ituiutaba/MG, aulas de Filosofia, Geografia e Agronomia durante 10 anos. Na Faculdade de Ciências e Letras de Araxá/MG, aulas de Geografia Geral e Geografia Física durante vários anos. Finalmente, foi Professora de Geografia Física, Geologia, Pedologia e Aerofotografia na UNIUBE Uberaba/MG durante 23 anos (1979-2002).

Durante sua estadia na França e no decorrer de seus anos de Magistério, colecionou juntamente com seus alunos, um rico acervo de Minerais, Rochas, Fósseis e curiosidades que estão em exposição permanente no Museu da Capela Nossa Senhora das Dores em Uberaba/MG.

Após seus fecundos 97 anos de existência e quase 77 anos de vida religiosa na Congregação das Irmãs Dominicanas de Monteils, Irmã Loreto faleceu aos 25 de junho de 2015 em Uberaba/MG. Na Missa de corpo-presente, Irmã Glycia fez um relato do itinerário de sua vida: "... Tinha um dom especial para Música. Fez muitas composições musicais. Até a semana passada, na Betânia, estava compondo um hino, a pedido das Irmãs Dominicanas. Irmã Loreto também foi Catequista quando morou na Comunidade das Gameleiras em Uberaba. Muitas vezes, ministrou cursos para as noviças e proferiu palestras em algumas de nossas Comunidades. Irmã Loreto foi brilhante em tudo que realizou. Foi também brilhante como Religiosa: levou a sério sua consagração a Deus, na Ordem Dominicana. Foi exemplo de uma vida espiritual profunda, de uma entrega sem limites aos que dela necessitavam..."


Fonte: Informativo É Bom Saber



sexta-feira, 18 de maio de 2018

"A limitação da arte versus a liberdade de expressão artística"

A arte é uma forma de expressão que muitas vezes retrata uma cultura ou uma realidade do âmbito social. Atualmente, é palco para discussão sobre a maneira com que essa expressão é realizada, por ultrapassar as barreiras do que é considerado aceitável pelo público. Levando isso em conta, considera-se que a arte deve ser limitada de forma que os artistas continuem com a sua liberdade de expressão, porém sempre respeitando o conteúdo e os grupos sociais envolvidos em sua obra, visando o bem estar coletivo e tendo em vista a influência que a arte tem na sociedade.

No cenário atual, é inegável que os artistas possuem o direito de abranger os mais diversos tópicos em suas obras. Isso se deve ao fato de que a arte abre suas portas para a representação de todo e qualquer tipo de assunto, inclusive a retratação de grupos marginalizados e problemas sociais, tornando possível a valorização dos grupos e até a criação de propostas para a solução de tais problemas. Logo, os produtores de conteúdo artístico devem exercer seu direito de expressão em função de boas causas que levarão ao bem comum.

Ademais, o material artístico possui grande influência no meio social. Um exemplo foi o seu uso para propagandas nazistas de incentivo ao ódio e à intolerância, contribuindo para a propagação do ideal arianista por meio de cartazes e charges em jornais e revistas alemãs. Hoje, um conceito misógino é ainda mais facilmente divulgado devido às inovações da telecomunicação no mundo globalizado, como a internet. Assim, tendo em vista o seu impacto, é necessária a imposição de limites que mantenham o respeito à diversidade humana como foco.

Considerando o exposto, deve-se conservar a liberdade de expressão artística, evitando a disseminação da intolerância entre os mais diversos setores sociais. Os artistas devem continuar retratando a realidade para que, por meio da arte, haja a inclusão de minorias e o alerta ao público para os problemas sociais. Ainda assim, faz-se necessária a intervenção estatal por intermédio do Ministério da Cultura, fiscalizando as obras produzidas para que nenhuma que desrespeite as liberdades fundamentais possa ser publicada.



Júlia Alves de Souza Moreira 

2ª série "A" - Ensino Médio

Texto redigido sob a orientação da Professora Drª Priscila Toneli