sexta-feira, 15 de junho de 2018

Irmã Anita: uma vida dedicada ao próximo

Igreja São José Operário juntamente com a Creche Comunitária Dona Marta Carneiro e como o Centro Comunitário Materno São Jose Operário são realizações de anos de trabalho e dedicação à comunidade.

"Foi como os Franciscanos que despertei para aprender muito para ajudar o outro", assim lembra Irmã Anita, com voz pausada e suave, do início da década de 40, quando estudou um ano do "ginásio" em Jardinópolis com os Franciscanos. De sua infância, ela recorda que teve uma família feliz, e fala em especial de sua mãe muito exigente e de seu pai bastante compreensivo. Irmã Anita aprendeu a viver na presença de Deus mesmo com seus pais frequentando a Igreja apenas esporadicamente. Ela sente saudades de quando era Soldadinho de Cristo: "nós cantávamos: Valentes soldadinhos precisamos combater os defeitos mais daninhos pra gente dar só prazer..."

Quando jovem, participou da Ação Católica onde integrou-se à Juventude Estudantil Católica e à Juventude Independente Católica. Foi no Colégio Nossa Senhora das Dores, onde sempre estudou, que a Irmã decidiu-se pela vida religiosa por ter se apaixonado por Jesus, São Paulo e São Domingos. Ela também revela que grandes líderes da História Antiga serviam-lhe como modelo, "eu não me esqueço de Demóstenes que era gago e foi para a beira do rio falar até conseguir se dominar. Aquilo que me marcava, quer dizer, nós somos capazes e até um defeito físico podemos mudar".

Logo no início de sua vida religiosa, em meados dos anos 50, mudou-se para a França, onde morou por três anos. Quando voltou ao Brasil, residiu na região Sudeste, Centro Oeste e Norte. Irmã Anita conta que trabalhou muito nesses lugares, "tinha uma dedicação e um amor muito grande por aquele povo, nós tínhamos o desejo constante de formar lideranças, queríamos que houvesse muitos brasileiros conscientes. Assim criávamos oportunidades para que os alunos também pudessem viver esse ideal". Morou também no Paraná e no Rio Grande do Sul, onde conta que despertou para uma ação consciente politizada, "foi quando a Teologia da Libertação estava com toda a força e impulsionava uma ação consciente", conta a Irmã.

Irmã Anita voltou para Uberaba em 1976 com uma enorme vontade de trabalhar nas chamadas Comunidades Eclesiais de Base. "Junto com a Irmã Terezinha, descobrimos o Gameleiras e mudamos para lá. A região era composta na maior parte por pastos, as casas eram barracos de retalho de madeira e lata aberta. Não tinha água encanada, usávamos cisterna e a energia elétrica era limitada, andávamos com lamparina para fazer reunião com o povo".

Fonte: Revelação On-line - Uniube

terça-feira, 5 de junho de 2018

"Família, coragem!"


Ilumine seu filho, 
com amor, com cuidado, com carinho, com afeição.
Dê-lhe segurança, deixando-o(a) ter iniciativa,
não alimente o medo, encoraje-o(a),
Respeite o tempo do seu filho,
porque ele é único.
Ensine seu filho a ser pontual,
cumpra os horários.
Não carregue seus pertences,
ele é capaz de carregar sua mochila,
mesmo subindo degraus.
Não faça sua tarefa, seu colorido ou a margem do caderno,
Ensine-o(a), dando-lhe responsabilidade.
Deixe-o caminhar até a sala sozinho,
Não limite seus passos
e nem subestime sua capacidade.
Não leia por ele, mesmo silabando, ele é capaz
Encha sua alma de Deus, de bondade, de respeito,
Dê-lhe esperança sempre,
Para que nunca tenha a alma vazia.

Poema escrito pela Coordenadora Pedagógica Eliana Prata para as reuniões com os pais dos alunos dos 1ºs aos 3ºs anos do Ensino Fundamental Anos Iniciais - CNSD.

terça-feira, 29 de maio de 2018

Relembrando Irmã Loreto



Relembrando um pouco da rica história de vida de Irmã Maria de Loreto Gebrim (Rute Gebrim).

Nasceu em Formosa/Go aos 11 de fevereiro de 1918. Seu nome civil é Rute Gebrim. Com seis anos iniciou seus estudos no Colégio São José, das Irmãs Dominicanas em Formosa e, também, começou o estudo de piano. Terminou o Curso de Magistério em 1935.

Estimulada por D. Alano de Nodai, Bispo Dominicano, com a idade de dez anos, incrementou o estudo de Música: piano e composições musicais. Estudou Teoria Musical e Solfejo com Antônio Branco, Diretor da Banda de Formosa. Estudou Árabe durante dois anos.

Desde criança, sentiu vocação religiosa. No dia 07 de fevereiro de 1936, com 18 anos foi para Uberaba/MG, entrando para o convento das Irmãs Dominicanas. No convento adotou o nome de Irmã Maria de Loreto. Lecionou Português e Matemática no Curso Primário e Canto no Curso que corresponde hoje, ao Colegial.

Fez o Postulantado em Uberaba em 1936 e o Noviciado em 1937 e 1938, em Monteils na França. Voltando ao Brasil fez o Curso de Geografia e História na Faculdade Santa Úrsula, no Rio de Janeiro, de 1939 a 1942, também cursou Teologia com Dom Marcos Barbosa.

Nesta época, fez aulas de Acordeom com Luiz Gonzaga em 1941 e Curso de Enfermagem neste mesmo ano, na Cruz Vermelha. Exerceu o cargo de Enfermeira por dois meses, no Hospital de Torres/SP em 1943. Lecionou na Faculdade de Filosofia (FISTA) fundada em 1949 a 1952.

Retornou à França para cursar Doutorado em Geomorfologia na Universidade de Sorbonne, de 1952 a 1956. Neste mesmo ano, defendeu sua tese. Ao retornar ao Brasil, lecionou na FISTA de 1956 a 1964. Neste ano defendeu na PUC/Rio de Janeiro, tese de Doutorado.

Na FISTA lecionou Geografia, Física, Cartografia, Geologia, Mineralogia e Paleontologia. Deu aulas também na Faculdade de Economia de Uberaba/MG. Ali, lecionou Geografia Econômica durante sete anos.

Na Faculdade Araguari/MG, aulas de Geografia Física e Cartografia durante 12 anos; na Faculdade de Ituiutaba/MG, aulas de Filosofia, Geografia e Agronomia durante 10 anos. Na Faculdade de Ciências e Letras de Araxá/MG, aulas de Geografia Geral e Geografia Física durante vários anos. Finalmente, foi Professora de Geografia Física, Geologia, Pedologia e Aerofotografia na UNIUBE Uberaba/MG durante 23 anos (1979-2002).

Durante sua estadia na França e no decorrer de seus anos de Magistério, colecionou juntamente com seus alunos, um rico acervo de Minerais, Rochas, Fósseis e curiosidades que estão em exposição permanente no Museu da Capela Nossa Senhora das Dores em Uberaba/MG.

Após seus fecundos 97 anos de existência e quase 77 anos de vida religiosa na Congregação das Irmãs Dominicanas de Monteils, Irmã Loreto faleceu aos 25 de junho de 2015 em Uberaba/MG. Na Missa de corpo-presente, Irmã Glycia fez um relato do itinerário de sua vida: "... Tinha um dom especial para Música. Fez muitas composições musicais. Até a semana passada, na Betânia, estava compondo um hino, a pedido das Irmãs Dominicanas. Irmã Loreto também foi Catequista quando morou na Comunidade das Gameleiras em Uberaba. Muitas vezes, ministrou cursos para as noviças e proferiu palestras em algumas de nossas Comunidades. Irmã Loreto foi brilhante em tudo que realizou. Foi também brilhante como Religiosa: levou a sério sua consagração a Deus, na Ordem Dominicana. Foi exemplo de uma vida espiritual profunda, de uma entrega sem limites aos que dela necessitavam..."


Fonte: Informativo É Bom Saber



sexta-feira, 18 de maio de 2018

"A limitação da arte versus a liberdade de expressão artística"

A arte é uma forma de expressão que muitas vezes retrata uma cultura ou uma realidade do âmbito social. Atualmente, é palco para discussão sobre a maneira com que essa expressão é realizada, por ultrapassar as barreiras do que é considerado aceitável pelo público. Levando isso em conta, considera-se que a arte deve ser limitada de forma que os artistas continuem com a sua liberdade de expressão, porém sempre respeitando o conteúdo e os grupos sociais envolvidos em sua obra, visando o bem estar coletivo e tendo em vista a influência que a arte tem na sociedade.

No cenário atual, é inegável que os artistas possuem o direito de abranger os mais diversos tópicos em suas obras. Isso se deve ao fato de que a arte abre suas portas para a representação de todo e qualquer tipo de assunto, inclusive a retratação de grupos marginalizados e problemas sociais, tornando possível a valorização dos grupos e até a criação de propostas para a solução de tais problemas. Logo, os produtores de conteúdo artístico devem exercer seu direito de expressão em função de boas causas que levarão ao bem comum.

Ademais, o material artístico possui grande influência no meio social. Um exemplo foi o seu uso para propagandas nazistas de incentivo ao ódio e à intolerância, contribuindo para a propagação do ideal arianista por meio de cartazes e charges em jornais e revistas alemãs. Hoje, um conceito misógino é ainda mais facilmente divulgado devido às inovações da telecomunicação no mundo globalizado, como a internet. Assim, tendo em vista o seu impacto, é necessária a imposição de limites que mantenham o respeito à diversidade humana como foco.

Considerando o exposto, deve-se conservar a liberdade de expressão artística, evitando a disseminação da intolerância entre os mais diversos setores sociais. Os artistas devem continuar retratando a realidade para que, por meio da arte, haja a inclusão de minorias e o alerta ao público para os problemas sociais. Ainda assim, faz-se necessária a intervenção estatal por intermédio do Ministério da Cultura, fiscalizando as obras produzidas para que nenhuma que desrespeite as liberdades fundamentais possa ser publicada.



Júlia Alves de Souza Moreira 

2ª série "A" - Ensino Médio

Texto redigido sob a orientação da Professora Drª Priscila Toneli

quarta-feira, 16 de maio de 2018

Dia do Gari: Projeto Intercomunitário – Irmãs Dominicanas “VARRENDO A INVISIBILIDADE” e Pastoral do CNSD

Hoje estamos comemorando o Dia do Gari (Homens e mulheres que varrem as nossas ruas, que recolhem o nosso lixo. Todos os dias os vemos, mas muitas vezes são invisíveis aos nossos olhos.

Passamos por muitos deles e nem um cumprimento! Jesus nos convida a amar o nosso próximo como a si mesmo. Vamos pedir a Deus a graça de nos preocuparmos com os que são humildes, com aqueles que nos servem, honestamente, para sobreviverem.

Vamos tratar com mais atenção e carinho aqueles que servem a comunidade: com uma palavra de agradecimento, um gesto fraterno, um sorriso.

Peçamos a Deus que olhe e abençoe os Garis de nossa cidade de Uberaba.

REZEMOS POR ELES: uma Ave Maria e um Pai nosso. Amém.

 Autora: Irmã Maria Helena 
 Apoio: Pastoral Escolar CNSD

sexta-feira, 4 de maio de 2018

“Os desafios na formação educacional de surdos no Brasil”

A falta de investimentos na formação educacional de portadores de deficiência auditiva no Brasil impede o aperfeiçoamento dessa população em diversas habilidades físicas, sensoriais e intelectuais. Como diz a lei constitucional, todo brasileiro tem direito à educação, não obstante não é o que ocorre no país, uma vez que as escolas não apresentam a infraestrutura (materiais didáticos) e professores aptos a atender alunos que precisam de um atendimento especial, como os surdos, além da falta de respeito que leva à discriminação e limita esses portadores de entrarem na escola e no mercado de trabalho.

De fato, a primeira ação inclusiva de surdos à educação ocorreu no governo de Dom Pedro II quando ele criou uma escola de meninos surdos que até hoje está funcionando. Em contrapartida, o índice de matrículas de portadores de deficiência auditiva está diminuindo. Um dos motivos disso é a falta da procura educacional decorrente do preconceito sofrido por esses jovens. Esse preconceito pode ser exemplificado no livro Extraordinário, em que alunos “normais” pensam ser melhores que portadores de deficiência, logo resultando o bullying e a exclusão. Além disso, esses jovens procuram de centros especializados, pois as escolas não conseguem oferecer aprendizado eficiente a deficientes. Além disso, a falta de investimentos nas minorias reflete na condição atual do país, a crise econômica, que poderia ser solucionada caso o direito dos brasileiros à educação fosse respeitado e caso o preconceito, problema enfrentado desde a descoberta do Brasil (imposição de costumes portugueses e o aculturamento), fosse diluído.

Dessa forma, os surdos devem receber ensinamentos de qualidade (Libras, português), assim como toda criança e todo jovem sem deficiência recebem. Para isso, o Ministério da Educação deve promover um projeto pedagógico que inclua aulas de empreendedorismo e ética, trabalhos com cartazes e até mesmo o trabalho com livros e filmes que abordem os desafios da integração na formação educacional de surdos com o intuito de conter a diminuição de matrículas de deficientes auditivos, além de promover reformas na infraestrutura das escolas brasileiras para poderem receber deficientes. Vê-se, dessa forma, que a conscientização é primordial para a reforma educacional de um problema consistente no Brasil.



Texto redigido pela aluna Maria Theresa Simeda Faria Perin - 1ª série Ensino Médio - da Professora Dra. Priscila Toneli.

Texto elaborado pela estudante para o ENEM 2017 quando era aluna do 9º ano Ensino Fundamental Anos Finais da Professora Thaise Hoyler.