segunda-feira, 13 de agosto de 2018

"Conhecimento que forma e transforma"

O conhecimento é como um caleidoscópio. Podemos enxergar diferentes verdades; podemos escolher mais de uma perspectiva de análise e reflexão e cada uma terá sua lógica, seu fundamento, sua defesa, em parte porque projetamos no conhecimento nosso olhar que é parcial, nossas escolhas e nossa experiência.

A atração que sentimos pela variedade produzida por tal caleidoscópio é tamanha que, ainda que os maiores argumentos da razão consistam exatamente na imposição de limitações sobre nossa capacidade de conhecer, insistimos em fazê-lo.

Kant (1781), por exemplo, revelou através da noção de crítica transcendental, a impossibilidade de conhecer os objetos em si. Hume (1748), com suas teses sobre a indução, argumenta que toda verdade indutiva é provável mas não necessária. Suspendeu assim para sempre a fé total no raciocínio científico. Gödel (1931), ao demonstrar com seus dois teoremas da incompletude que qualquer sistema forte o suficiente para expressar a aritmética de Penao é tal que não pode provar sua própria consistência e garante a existência de verdade indemonstráveis, expõe que nem mesmo em nossa área mais bem acabada do saber, a Matemática, somos capazes de acessar o conhecimento total.

Eventos como da passagem do Aristotelismo para a teoria Copernicana, onde alterou-se a forma total de entender a física ou aquela da mecânica clássica para a quântica, onde percebemos que as teorias clássicas aparecem como aproximações macroscopicamente válidas de modelos quânticos, vem escancarar que a maior parte do conhecimento humano, além de possuir escopo pequeno, é incerto. Tudo aquilo que já foi considerado a melhor ciência de uma época foi superado, muitas vezes de forma não conservativa.

Se a busca pelo saber sobreviveu a todas estas restrições parece ser porque a curiosidade é uma característica intrínseca à humanidade.

O ser humano desafia a si mesmo na procura de conhecer mais e mais. O homem está condenado a buscar a superação através do conhecimento de forma intensa e infinita. Sartre (1978) afirma que o homem “está condenado a ser livre”. Nesse processo assume a condição de desbravar o mundo na busca por extrair positividade de sua negatividade, alcançar liberdade de sua prisão, encontrar o silêncio pacificador de seu desespero ruidoso.

Dadas as limitações em nossa capacidade de conhecer, bem como nossa existência finita associadas a esse caráter volátil do saber, percebemos que o conhecimento se dá, não durante um curto período de tempo, mas ao longo da vida. Não apenas tal processo é mutável, mas o próprio homem se apresenta complexo e processual, alguém cuja vida é composta por fenômenos que nunca cessam. O ser humano borbulha, lateja, pulsa, está em constante transformação. É enxurrada de dúvidas e certezas. Até seu fim, nunca apresenta-se pronto ou acabado.

Como há tantas possibilidades quanto concepções daquilo que é possível, nada é certo, em absoluto. Somos potencialmente bons ao mesmo tempo que potencialmente maus. Segundo Arduini (2004) “Por não estar totalmente determinado, o homem é essencialmente mutável. É Metá-noia, termo grego que significa “mudança” no pensar, no sentir, no agir, no conviver.”

A leitura, o diálogo e a reflexão surgem então como pegadas e ao mesmo tempo pistas, que nos levam pelo caminho da superação da ignorância e edificação da vida frente as inquietudes do conhecimento posto.

Neste sentido, qual o papel da leitura para alcançarmos respostas no desafio da superação? Conhecimento leva-nos a evolução, mas também a regressão. Na procura da classificação do inclassificável e generalização daquilo que é único, expomo-nos. Assim, a leitura dos mais diferentes tipos de textos aparece como o início de um processo sem fim de construção de saberes.

O homem, em sua busca incessante por respostas e certezas assume como verdade elementos aprisionadores da alma e os questiona. Nutrindo a vida de conhecimentos e dúvidas.

Conscientes disso, o Colégio Nossa Senhora das Dores não tem a pretensão de responder com certezas os questionamentos apresentados, mas de aguçar as almas de nossos alunos com dúvidas que libertem suas mentes.




Djalma Gonçalves Pereira 
Licenciado em Matemática; Mestre em Educação; Doutorando em Educação; Coordenador Pedagógico do Ensino Médio do CNSD.

Pedro Martins Pereira  
Graduando em Filosofia pela UnB; ex-aluno do CNSD.  


sexta-feira, 13 de julho de 2018

"Transtornos alimentares X Padrões de beleza"

Um dos grandes problemas presente atualmente são os transtornos alimentares. Gerados por um estímulo descontrolado de consumação pelas diferentes mídias e pela imposição de um padrão de beleza, especialmente entre os jovens, a obesidade e os casos de anorexia vêm crescendo em uma escala sem precedentes. Dessa forma, os transtornos alimentares são verdadeiras patologias sociais, criadas e sustentadas pela própria sociedade, mas que podem ser medicadas/solucionadas por práticas simples e precisas para a problemática.

É indubitável que padrões de beleza sempre existiram. Tais padrões retornam aos primórdios da humanidade, na qual ser acima do peso era algo cobiçado, por significar capacidade de gerar mais descendentes, diferente de hoje, que se vangloria a magreza por significar longevidade e a capacidade de caber em vestimentas da moda verão, inverno e primavera. De acordo com a teoria do fato social de E. Durkhein, os indivíduos buscam aceitação de outros por meio da coercitividade, ou seja, padronização, que é gerada por razões exteriores ao indivíduo, justificando a razão pela busca do corpo ideal, por pura aceitação da pessoa ao grupo com o qual ela vive, o que infelizmente leva ao aumento dos casos de anemia.

As exigências das mídias também é o maior fator de influência sobre o descontrole alimentício. Com constantes propagandas de alimentos gordurosos e prejudiciais à saúde, é inevitável que a satisfação do paladar sobreponha a busca por uma vida saudável. Assim, esse tipo de alimentação torna-se um hábito entre várias famílias. Nesse sentido, estudos realizados em 2016 pela Faculdade Imperial de Londres afirma que, de 1975 a 2014, o número de homens obesos triplicou e o de mulheres duplicou, no total saindo de 105 milhões para 614 milhões de casos de obesidade, sendo de extrema urgência a criação de métodos que resolvam tal problema.

Para resolver esses transtornos alimentares citados, faz-se necessária, primeiramente, a quebra do padrão de beleza, que, por meio de ações do Ministério da Saúde, a partir da realização de campanhas que promovam a autoaceitação e a repugnância a atitudes que levem à anorexia, a serem veiculadas em todas as mídias e em escolas para dar fim nesses casos. Essas campanhas também incluirão orientações contra a obesidade, mostrando seus perigos e danos na vida das pessoas divulgadas com vista a dar fim aos transtornos alimentares.



Caio Mazeto Costa 

 3ª série "A" - Ensino Médio 

 Texto redigido sob a orientação da Professora Drª Priscila Toneli

sexta-feira, 6 de julho de 2018

"Beleza e saúde"

A série “O mínimo para viver” estreada pela Netflix demonstra aspectos atuais da forma como os transtornos alimentares são vistos pela sociedade, com destaque às doenças como bulimia e anorexia que acometem uma jovem que tenta lutar contra isso no decorrer da trama. Logo a série retrata nossa sociedade contemporânea que impõe um padrão de beleza, causando transtornos alimentares entre os jovens brasileiros.

Nesse contexto, na segunda geração do Romantismo, conhecida também como geração ultrarromântica, os poetas retratavam em suas obras aspectos como escapismo, uma forma de fugir dos problemas por meio de métodos como álcool, drogas e suicídio. Atualmente, para um indivíduo fugir dos problemas sociais, como as insatisfações corporais, descontam suas preocupações em comidas, principalmente doces, gerando uma compulsão alimentar e acarretando a transtornos alimentares. Por outro lado, também há jovens que, devido ao padrão de beleza imposto pela sociedade, utiliza de métodos para perder peso, intensificando doenças como a bulimia para satisfazer e criar um corpo imposto pela sociedade e principalmente pela mídia.

Ademais os costumes familiares também tornaram-se aspectos que influenciam nos transtornos alimentares entre os jovens brasileiros, visto que a criança cresce em uma sociedade capitalista que está em constante movimento devido à tecnologia. Desse modo, a criação de propagandas que evidenciam o consumo de “fast food” como as do “McDonald” influenciam os jovens visto que são criados em um ambiente com maus hábitos alimentares como a família brasileira contemporânea. Assim, de acordo com a teoria da tábula rasa de John Locke, o indivíduo nasce como uma folha em branco e irá preenchê-la conforme suas experiências, ou seja, o incentivo de um bom hábito alimentar irá influenciar o indivíduo desde criança.

Portanto, para amenizar essa problemática vivenciada por muitos brasileiros que vivem pautados principalmente pela angústia conforme o pensamento do filósofo Soren Kierkegaard, é necessário que o Governo, na figura do Ministério da Saúde, crie debates e campanhas nos postos de saúde, em que os indivíduos terão acompanhamento com nutricionistas. Cabe também às mídias desempenharem propagandas que exponham a realidade e as doenças que afligem principalmente os jovens devido aos transtornos alimentares como vivenciado pela jovem da série “O mínimo para viver”. Assim, a sociedade terá bons hábitos e exemplos alimentares.



Camilla Peres Almeida 

3ª série "B" - Ensino Médio

Texto redigido sob a orientação da Professora Drª Priscila Toneli

sexta-feira, 15 de junho de 2018

Irmã Anita: uma vida dedicada ao próximo

Igreja São José Operário juntamente com a Creche Comunitária Dona Marta Carneiro e como o Centro Comunitário Materno São Jose Operário são realizações de anos de trabalho e dedicação à comunidade.

"Foi como os Franciscanos que despertei para aprender muito para ajudar o outro", assim lembra Irmã Anita, com voz pausada e suave, do início da década de 40, quando estudou um ano do "ginásio" em Jardinópolis com os Franciscanos. De sua infância, ela recorda que teve uma família feliz, e fala em especial de sua mãe muito exigente e de seu pai bastante compreensivo. Irmã Anita aprendeu a viver na presença de Deus mesmo com seus pais frequentando a Igreja apenas esporadicamente. Ela sente saudades de quando era Soldadinho de Cristo: "nós cantávamos: Valentes soldadinhos precisamos combater os defeitos mais daninhos pra gente dar só prazer..."

Quando jovem, participou da Ação Católica onde integrou-se à Juventude Estudantil Católica e à Juventude Independente Católica. Foi no Colégio Nossa Senhora das Dores, onde sempre estudou, que a Irmã decidiu-se pela vida religiosa por ter se apaixonado por Jesus, São Paulo e São Domingos. Ela também revela que grandes líderes da História Antiga serviam-lhe como modelo, "eu não me esqueço de Demóstenes que era gago e foi para a beira do rio falar até conseguir se dominar. Aquilo que me marcava, quer dizer, nós somos capazes e até um defeito físico podemos mudar".

Logo no início de sua vida religiosa, em meados dos anos 50, mudou-se para a França, onde morou por três anos. Quando voltou ao Brasil, residiu na região Sudeste, Centro Oeste e Norte. Irmã Anita conta que trabalhou muito nesses lugares, "tinha uma dedicação e um amor muito grande por aquele povo, nós tínhamos o desejo constante de formar lideranças, queríamos que houvesse muitos brasileiros conscientes. Assim criávamos oportunidades para que os alunos também pudessem viver esse ideal". Morou também no Paraná e no Rio Grande do Sul, onde conta que despertou para uma ação consciente politizada, "foi quando a Teologia da Libertação estava com toda a força e impulsionava uma ação consciente", conta a Irmã.

Irmã Anita voltou para Uberaba em 1976 com uma enorme vontade de trabalhar nas chamadas Comunidades Eclesiais de Base. "Junto com a Irmã Terezinha, descobrimos o Gameleiras e mudamos para lá. A região era composta na maior parte por pastos, as casas eram barracos de retalho de madeira e lata aberta. Não tinha água encanada, usávamos cisterna e a energia elétrica era limitada, andávamos com lamparina para fazer reunião com o povo".

Fonte: Revelação On-line - Uniube

terça-feira, 5 de junho de 2018

"Família, coragem!"


Ilumine seu filho, 
com amor, com cuidado, com carinho, com afeição.
Dê-lhe segurança, deixando-o(a) ter iniciativa,
não alimente o medo, encoraje-o(a),
Respeite o tempo do seu filho,
porque ele é único.
Ensine seu filho a ser pontual,
cumpra os horários.
Não carregue seus pertences,
ele é capaz de carregar sua mochila,
mesmo subindo degraus.
Não faça sua tarefa, seu colorido ou a margem do caderno,
Ensine-o(a), dando-lhe responsabilidade.
Deixe-o caminhar até a sala sozinho,
Não limite seus passos
e nem subestime sua capacidade.
Não leia por ele, mesmo silabando, ele é capaz
Encha sua alma de Deus, de bondade, de respeito,
Dê-lhe esperança sempre,
Para que nunca tenha a alma vazia.

Poema escrito pela Coordenadora Pedagógica Eliana Prata para as reuniões com os pais dos alunos dos 1ºs aos 3ºs anos do Ensino Fundamental Anos Iniciais - CNSD.

terça-feira, 29 de maio de 2018

Relembrando Irmã Loreto



Relembrando um pouco da rica história de vida de Irmã Maria de Loreto Gebrim (Rute Gebrim).

Nasceu em Formosa/Go aos 11 de fevereiro de 1918. Seu nome civil é Rute Gebrim. Com seis anos iniciou seus estudos no Colégio São José, das Irmãs Dominicanas em Formosa e, também, começou o estudo de piano. Terminou o Curso de Magistério em 1935.

Estimulada por D. Alano de Nodai, Bispo Dominicano, com a idade de dez anos, incrementou o estudo de Música: piano e composições musicais. Estudou Teoria Musical e Solfejo com Antônio Branco, Diretor da Banda de Formosa. Estudou Árabe durante dois anos.

Desde criança, sentiu vocação religiosa. No dia 07 de fevereiro de 1936, com 18 anos foi para Uberaba/MG, entrando para o convento das Irmãs Dominicanas. No convento adotou o nome de Irmã Maria de Loreto. Lecionou Português e Matemática no Curso Primário e Canto no Curso que corresponde hoje, ao Colegial.

Fez o Postulantado em Uberaba em 1936 e o Noviciado em 1937 e 1938, em Monteils na França. Voltando ao Brasil fez o Curso de Geografia e História na Faculdade Santa Úrsula, no Rio de Janeiro, de 1939 a 1942, também cursou Teologia com Dom Marcos Barbosa.

Nesta época, fez aulas de Acordeom com Luiz Gonzaga em 1941 e Curso de Enfermagem neste mesmo ano, na Cruz Vermelha. Exerceu o cargo de Enfermeira por dois meses, no Hospital de Torres/SP em 1943. Lecionou na Faculdade de Filosofia (FISTA) fundada em 1949 a 1952.

Retornou à França para cursar Doutorado em Geomorfologia na Universidade de Sorbonne, de 1952 a 1956. Neste mesmo ano, defendeu sua tese. Ao retornar ao Brasil, lecionou na FISTA de 1956 a 1964. Neste ano defendeu na PUC/Rio de Janeiro, tese de Doutorado.

Na FISTA lecionou Geografia, Física, Cartografia, Geologia, Mineralogia e Paleontologia. Deu aulas também na Faculdade de Economia de Uberaba/MG. Ali, lecionou Geografia Econômica durante sete anos.

Na Faculdade Araguari/MG, aulas de Geografia Física e Cartografia durante 12 anos; na Faculdade de Ituiutaba/MG, aulas de Filosofia, Geografia e Agronomia durante 10 anos. Na Faculdade de Ciências e Letras de Araxá/MG, aulas de Geografia Geral e Geografia Física durante vários anos. Finalmente, foi Professora de Geografia Física, Geologia, Pedologia e Aerofotografia na UNIUBE Uberaba/MG durante 23 anos (1979-2002).

Durante sua estadia na França e no decorrer de seus anos de Magistério, colecionou juntamente com seus alunos, um rico acervo de Minerais, Rochas, Fósseis e curiosidades que estão em exposição permanente no Museu da Capela Nossa Senhora das Dores em Uberaba/MG.

Após seus fecundos 97 anos de existência e quase 77 anos de vida religiosa na Congregação das Irmãs Dominicanas de Monteils, Irmã Loreto faleceu aos 25 de junho de 2015 em Uberaba/MG. Na Missa de corpo-presente, Irmã Glycia fez um relato do itinerário de sua vida: "... Tinha um dom especial para Música. Fez muitas composições musicais. Até a semana passada, na Betânia, estava compondo um hino, a pedido das Irmãs Dominicanas. Irmã Loreto também foi Catequista quando morou na Comunidade das Gameleiras em Uberaba. Muitas vezes, ministrou cursos para as noviças e proferiu palestras em algumas de nossas Comunidades. Irmã Loreto foi brilhante em tudo que realizou. Foi também brilhante como Religiosa: levou a sério sua consagração a Deus, na Ordem Dominicana. Foi exemplo de uma vida espiritual profunda, de uma entrega sem limites aos que dela necessitavam..."


Fonte: Informativo É Bom Saber



sexta-feira, 18 de maio de 2018

"A limitação da arte versus a liberdade de expressão artística"

A arte é uma forma de expressão que muitas vezes retrata uma cultura ou uma realidade do âmbito social. Atualmente, é palco para discussão sobre a maneira com que essa expressão é realizada, por ultrapassar as barreiras do que é considerado aceitável pelo público. Levando isso em conta, considera-se que a arte deve ser limitada de forma que os artistas continuem com a sua liberdade de expressão, porém sempre respeitando o conteúdo e os grupos sociais envolvidos em sua obra, visando o bem estar coletivo e tendo em vista a influência que a arte tem na sociedade.

No cenário atual, é inegável que os artistas possuem o direito de abranger os mais diversos tópicos em suas obras. Isso se deve ao fato de que a arte abre suas portas para a representação de todo e qualquer tipo de assunto, inclusive a retratação de grupos marginalizados e problemas sociais, tornando possível a valorização dos grupos e até a criação de propostas para a solução de tais problemas. Logo, os produtores de conteúdo artístico devem exercer seu direito de expressão em função de boas causas que levarão ao bem comum.

Ademais, o material artístico possui grande influência no meio social. Um exemplo foi o seu uso para propagandas nazistas de incentivo ao ódio e à intolerância, contribuindo para a propagação do ideal arianista por meio de cartazes e charges em jornais e revistas alemãs. Hoje, um conceito misógino é ainda mais facilmente divulgado devido às inovações da telecomunicação no mundo globalizado, como a internet. Assim, tendo em vista o seu impacto, é necessária a imposição de limites que mantenham o respeito à diversidade humana como foco.

Considerando o exposto, deve-se conservar a liberdade de expressão artística, evitando a disseminação da intolerância entre os mais diversos setores sociais. Os artistas devem continuar retratando a realidade para que, por meio da arte, haja a inclusão de minorias e o alerta ao público para os problemas sociais. Ainda assim, faz-se necessária a intervenção estatal por intermédio do Ministério da Cultura, fiscalizando as obras produzidas para que nenhuma que desrespeite as liberdades fundamentais possa ser publicada.



Júlia Alves de Souza Moreira 

2ª série "A" - Ensino Médio

Texto redigido sob a orientação da Professora Drª Priscila Toneli

quarta-feira, 16 de maio de 2018

Dia do Gari: Projeto Intercomunitário – Irmãs Dominicanas “VARRENDO A INVISIBILIDADE” e Pastoral do CNSD

Hoje estamos comemorando o Dia do Gari (Homens e mulheres que varrem as nossas ruas, que recolhem o nosso lixo. Todos os dias os vemos, mas muitas vezes são invisíveis aos nossos olhos.

Passamos por muitos deles e nem um cumprimento! Jesus nos convida a amar o nosso próximo como a si mesmo. Vamos pedir a Deus a graça de nos preocuparmos com os que são humildes, com aqueles que nos servem, honestamente, para sobreviverem.

Vamos tratar com mais atenção e carinho aqueles que servem a comunidade: com uma palavra de agradecimento, um gesto fraterno, um sorriso.

Peçamos a Deus que olhe e abençoe os Garis de nossa cidade de Uberaba.

REZEMOS POR ELES: uma Ave Maria e um Pai nosso. Amém.

 Autora: Irmã Maria Helena 
 Apoio: Pastoral Escolar CNSD

sexta-feira, 4 de maio de 2018

“Os desafios na formação educacional de surdos no Brasil”

A falta de investimentos na formação educacional de portadores de deficiência auditiva no Brasil impede o aperfeiçoamento dessa população em diversas habilidades físicas, sensoriais e intelectuais. Como diz a lei constitucional, todo brasileiro tem direito à educação, não obstante não é o que ocorre no país, uma vez que as escolas não apresentam a infraestrutura (materiais didáticos) e professores aptos a atender alunos que precisam de um atendimento especial, como os surdos, além da falta de respeito que leva à discriminação e limita esses portadores de entrarem na escola e no mercado de trabalho.

De fato, a primeira ação inclusiva de surdos à educação ocorreu no governo de Dom Pedro II quando ele criou uma escola de meninos surdos que até hoje está funcionando. Em contrapartida, o índice de matrículas de portadores de deficiência auditiva está diminuindo. Um dos motivos disso é a falta da procura educacional decorrente do preconceito sofrido por esses jovens. Esse preconceito pode ser exemplificado no livro Extraordinário, em que alunos “normais” pensam ser melhores que portadores de deficiência, logo resultando o bullying e a exclusão. Além disso, esses jovens procuram de centros especializados, pois as escolas não conseguem oferecer aprendizado eficiente a deficientes. Além disso, a falta de investimentos nas minorias reflete na condição atual do país, a crise econômica, que poderia ser solucionada caso o direito dos brasileiros à educação fosse respeitado e caso o preconceito, problema enfrentado desde a descoberta do Brasil (imposição de costumes portugueses e o aculturamento), fosse diluído.

Dessa forma, os surdos devem receber ensinamentos de qualidade (Libras, português), assim como toda criança e todo jovem sem deficiência recebem. Para isso, o Ministério da Educação deve promover um projeto pedagógico que inclua aulas de empreendedorismo e ética, trabalhos com cartazes e até mesmo o trabalho com livros e filmes que abordem os desafios da integração na formação educacional de surdos com o intuito de conter a diminuição de matrículas de deficientes auditivos, além de promover reformas na infraestrutura das escolas brasileiras para poderem receber deficientes. Vê-se, dessa forma, que a conscientização é primordial para a reforma educacional de um problema consistente no Brasil.



Texto redigido pela aluna Maria Theresa Simeda Faria Perin - 1ª série Ensino Médio - da Professora Dra. Priscila Toneli.

Texto elaborado pela estudante para o ENEM 2017 quando era aluna do 9º ano Ensino Fundamental Anos Finais da Professora Thaise Hoyler.

sexta-feira, 27 de abril de 2018

"Crise na segurança pública brasileira"

Durante o Período Regencial brasileiro, diversas revoltas como Cabanagem, Sabinada e outras resultaram em diversas vítimas devido à incapacidade do Governo de oferecer segurança frente à violência que se instaurou no país. Da mesma maneira, atualmente, a sociedade sofre as consequências da crise na segurança pública brasileira em razão da má administração pública, seja pela ineficiência da aplicação das leis, seja pela ausência de treinamento das polícias.

É indubitável que a incapacidade do Governo de garantir segurança pública aos brasileiros é resultado das brechas na aplicação da Constituição. Segundo Aristóteles, a base da sociedade é a justiça, assim a ausência de segurança no Brasil ocorre porque, na prática, aqueles que não cumprem as leis não são punidos conforme a Constituição determina. Desta maneira, é necessário que o Governo aumente a quantidade de polícias nas cidades que fiscalizem o cumprimento das leis e encaminhem os criminosos para serem julgados pela justiça.

Ademais, a crise persistente nos órgãos que garantem a repressão contra a violência é fruto da ausência de treinamento adequado para as polícias, que não são competentes o suficiente para manter a segurança do país. De maneira análoga, durante a Guerra Fria, Rússia e Estados Unidos investiram em treinamento de seus exércitos como forma de se prepararem para uma possível guerra, já que diante da eclosão da violência é necessário que as milícias do país possuam o devido treinamento para não fracassar em garantir a segurança. Portanto, é indiscutível que a falha na segurança brasileira é uma consequência da má administração pública que não se preocupa com a formação eficiente das polícias.

Com o objetivo de atenuar a crise na segurança pública no Brasil, cabe, portanto, ao Governo promover o aperfeiçoamento das técnicas da Polícia Civil, Militar e Federal, além de oferecer melhores salários e melhores condições de trabalho para esses profissionais. Essa ação deverá ser feita através do aumento do número de horas de treinamento para a formação de policiais e a aplicação de provas físicas durante essa preparação combinadas ao oferecimento de planos de saúde para os membros das polícias e menores jornadas de trabalho, visando, assim, a criação de milícias mais preparadas para lidar com a violência brasileira. Somente dessa forma a crise na segurança do Brasil será atenuada e, conforme Aristóteles, a base para o progresso e o desenvolvimento da sociedade será construída.



Geovana de Paula Pereira 

2ª série "A" - Ensino Médio

Texto redigido sob a orientação da Professora Drª Priscila Toneli

terça-feira, 24 de abril de 2018

Palestra “Educar no século XXI: o papel da parceria indissociável entre a família e a escola”

O palestrante Marcos Raggazzi inicia sua fala nos informando que seus conhecimentos se baseiam em vários estudos científicos, mas principalmente na sua vivência tanto enquanto pai de família e profissional.

Propõe-nos a pensar: “O Que É Educar?”. Engloba três aspectos:
• 1º - Oferecer informações: são conjuntos de dados, a geração atual possui muitas informações instantâneas, mas não com qualidade, o papel do educador (pais e escola) é fornecer informações com qualidade e benéficas.
• 2º - Ensinar a processar os dados das informações: relacioná-los.
• 3º - Gerar conhecimento.

Papel da escola é também escolarização, mas não a única função. É também gerenciar comportamentos, extinguindo comportamentos inadequados, estimulando comportamentos positivos e inibindo comportamentos negativos. A aprendizagem se dá através de experimentações, o papel da escola é proporcionar ambientes e situações seguras para que as experiências aconteçam, experiências que não teriam se não estivessem na escola. O apoio e parceria da família de confiar nos profissionais e propostas da escola são fundamentais. Estamos juntos formando cidadãos com valores tão necessários atualmente. Enfim desenvolver habilidades, gerar competências (saber fazer bem).

Uma boa educação busca desenvolver tanto “Operações Mentais”, que são verbos de comando (sintetizar, analisar, deduzir, refletir, etc.) como “Habilidades não Cognitivas” (autonomia, sociabilidade, estabilidade emocional, resiliência, curiosidade, perseverança e criatividade). Ensinar o autocontrole, o controle dos impulsos, gestão do estresse, autodisciplina e automotivação, definir metas, planejamento e organização. A criança e o adolescente devem tomar decisões responsáveis (identificação e resolução de problemas, análises de cenários, responsabilidades ética e avaliação de resultados).

Afinal “Quem Educamos?” somos seres emocionais, seres de faltas, queremos o máximo de carinho e atenção, buscamos sempre amor, temos a necessidade de sermos aceitos e amados. Necessitamos de limites seguros.

A educação se baseia nos “Pilares da Educação do Século XXI”:
• Aprender a conhecer;
• Aprender a fazer;
• Aprender a ser;
• Aprender a conviver.

Assim, este é o nosso desafio da Educação no Século XXI, teremos melhores resultados com a parceria, a confiança e o apoio entre família e escola.


Texto escrito pela Orientadora Educacional do Ensino Fundamental Anos Finais e Ensino Médio Mônica Scalia a respeito da palestra com o Diretor Pedagógico Executivo do Grupo Bernoulli Marcos Raggazzi que foi realizada no dia 10/04/2018 no Centro de Convenções do Colégio Nossa Senhora das Dores.

Clique aqui e confira as fotos do evento.

segunda-feira, 16 de abril de 2018

Oficina de Leitura: “A ararinha do bico torto”

A Professora Kátia Cristina conta que as turmas dos 3ºs anos do Ensino Fundamental do Colégio Nossa Senhora das Dores trabalharam com o livro “A ararinha do bico torto” do autor Walcyr Carrasco durante a Oficina de Leitura.

No livro, as crianças conheceram a história de Nina.

Nina é uma ararinha que nasce com o bico torto e é rejeitada por seus pais e seus irmãos. Acaba caindo do ninho, indefesa, porque não consegue se alimentar sozinha. É encontrada por Pedro, fotógrafo de natureza profissional, e seu filho Mário, que lhe dão o nome de Nina. Pai e filho levam a ararinha para casa e cuidam dela, dando comida no seu bico com uma seringa. Com o tempo, ela aprende a se alimentar sozinha. Adulta, Nina é levada para o viveiro de uma escola, onde vira sensação entre os outros pássaros, alunos e professores. Acaba encontrando um companheiro e tem dois filhotes. Quando Mário vai visitá-la e ver os filhotes, fica tão orgulhoso de Nina que não pode deixar de sorrir.

quinta-feira, 5 de abril de 2018

Atividade Montessoriana: Aula de Linha

A “Aula de Linha” é uma atividade montessoriana que valoriza a educação pelos sentidos e pelo movimento para estimular a concentração e as percepções sensório-motoras da criança. 

A "Aula de Linha" tem como finalidade apresentar noções, construir conhecimentos e despertar a consciência da criança, tendo o professor como mediador. Nesta aula, as crianças aprendem sobre diversos temas, como animais, alimentos em geral, números, letras, moradias, atualidades, análise de quadros artísticos, escritores, tarefas do cotidiano, gêneros musicais, instrumentos musicais, entre todas as informações relevantes para a faixa etária com a qual o professor está trabalhando.

O assunto apresentado do dia tem ao centro da Linha algo que o represente.


Fonte: Jardim Montessori

quarta-feira, 28 de março de 2018

"Violência urbana no Brasil: uma chaga social"

Durante o Período Regencial brasileiro, houve a dura e violenta repressão pela Guarda Nacional de movimentos revoltosos que criticaram o governo e eram a favor de uma maior autonomia provincial e menor centralização do poder nas mãos do Estado. A partir desse contexto, entra em pauta a problemática da violência que persiste até os dias atuais no Brasil. É uma chaga social que infringe o direito humano à liberdade e tem como principais barreiras à sua superação a ineficiência das políticas públicas e a cultura violenta internalizada historicamente no povo.

É inquestionável que a legislação brasileira não é consistente o suficiente para que diminuam-se as ocorrências desse problema. De acordo com o Papa João Paulo II, “a violência destrói aquilo que pretende defender: a dignidade da vida, a liberdade do ser humano.” Com isso, a Constituição não aplica punições severas o suficiente em resposta a um ato que desrespeita o espaço do outro e a liberdade individual inerente a todos os cidadãos, abrindo espaço para que cada vez mais práticas violentas continuem acontecendo.

Ademais, o país ainda conta com uma cultura agressiva que possui raízes históricas. A ascensão das primeiras práticas coronelistas no século XIX trouxe consigo a truculência usada pelos coronéis para administrar e manter a ordem das suas províncias, aos quais eram concedidas armas para a realização de tal controle. Logo, essa prática serve como um exemplo que influenciou na criação de uma moral que utiliza a violência como resposta e solução a tudo e que se tornou parte do senso comum brasileiro.

Dessa forma, para que a superação da problemática se dê de maneira efetiva, é necessária a intervenção do Estado, de ONGs e da escola. Por intermédio do Ministério da Justiça, o Governo deveria agir reforçando a legislação com a intensificação das penas, realizando o seu cumprimento, uma vez que muitos casos não chegam nem a serem julgados. Já o papel das escolas e das ONGs é o de conscientizar a população e instruí-la para uma convivência social harmoniosa por meio de campanhas, aulas e palestras que desconstruam a moral violenta, a fim de valorizar a liberdade do homem defendida por João Paulo II.



Aluna: Júlia Alves de Souza Moreira

2ª série "A"

Profª Drª Priscila Toneli

terça-feira, 27 de março de 2018

Oração dedicada à Nossa Senhora das Dores

Oração à Mãe Aparecida das Dores

No alvorecer da esperança,
Teu amor nos ilumina de paz
e nos traz a estação da fé,
que nos devolve o sorriso
roubado pelas dores
de tantas outras dores.

Querida Mãe Aparecida,
caminha conosco pelos vales da tristeza
e nos conduz às planícies da serenidade.
Derrama sobre o jardim de nosso coração
o orvalho da misericórdia,
para que floresçam
as sementes do amor
em nossos gestos e palavras.

Volvei seu terno olhar
para nossos passos já cansados,
e que, por vezes, são guiados
por caminhos duvidosos e perigosos.

Mãe Amada,
somos teus filhos e filhas,
que sozinhos não sabemos
para onde ir.

Sem Teu amor, perdemo-nos
em nossa orfandade espiritual.
Senhora de todos os povos,
raças e nações,
a Ti confiamos nossa gente
e nossas famílias,
a todos confortai com Tua poderosa intercessão,
para que, seguindo Teu santo exemplo,
testemunhemos a vida
que sempre floresce
em pequenos gestos de amor.

Amém!

sexta-feira, 23 de março de 2018

Madre Anastasie, a MULHER FORTE DO SEU TEMPO

Madre Anastasie a Mulher de fortes qualidades morais e cristãs. Herança adquirida dos seus pais, cristãos admiráveis de caráter generoso que souberam buscar na fé, a força para enfrentar duras e longas provações.

Desde pequena, mostrou-se uma alma contemplativa, um grande gosto pela solidão, pela oração. De uma delicada atenção para com todos. Uma das maiores características sua: Prudência, simplicidade e bondade, oração.

MULHER PRUDENTE: Jamais foi vista agindo com precipitação. Antes de tomar uma decisão, refletia, pedia a opinião de suas irmãs e de outros. Madre Anastasie sabia aliar prudência e Bondade. Ela acolhia a todos com igual bondade.

Se ela era prudente, era sobretudo muito boa.

Quando preciso sabia usar de firmeza, mas sempre aliada à ternura, à bondade.

Alegria – Costumava dizer às suas irmãs:sejam corajosas! Sejam alegres. Riam, riam muito. E Ela tinha uma frase que a caracterizava: “É preciso que sejamos aleluia da cabeça aos pés.”

MADRE ANASTASIE; Mulher do seu tempo: Corajosa, sábia, mergulhada na realidade que a circundava: enfrentou desafios, apontou saídas, lutou muito para realizar seu ideal: Fundar uma Congregação que acolhesse crianças e jovens para ensinar-lhes o caminho do saber e da fé. Cuidou dos pobres, dos doentes, dos idosos. No fim de sua vida pode dizer como o Apóstolo Paulo: “Realizei a missão a mim confiada... conduzi a obra à sua perfeição”.

E vocês, mulheres de hoje? Quantos desafios enfrentam? No lar, no trabalho, na sociedade?

Quantas virtudes as caracterizam? - Bondade; ternura, alegria, paz, sabedoria.

Quais as forças que as sustentam na luta do dia a dia? A Fé, a Oração, o Amor.

Vocês são guerreiras, sim. Vocês são corajosas, sim.

Vocês são Mães, unem a família, cerca-a de carinho e proteção!

HOJE É DIA DE HOMENAGEÁ-LAS, COM CARINHO, COM GRATIDÃO, DE DIZER-LHES QUE SÃO LUZES QUE ILUMINAM VIDAS; BRAÇOS QUE TRANSMITEM SEGURANÇA; PALAVRAS QUE CONFORTAM E ACONSELHAM.

Que Deus as proteja e as abençõe!

Nossa Senhora das Dores, nossa Mãe e Mestra. Olha para nós mulheres, com teu olhar de Mãe Acolhedora, com teu coração terno e bondoso. Sustenta-nos com tua força e dá-nos fé e coragem para enfrentarmos o dia a dia de nossas vidas.




Texto escrito pela Irmã Maria Helena Salazar para leitura durante a celebração do Projeto Intercomunitário das Irmãs Dominicanas “Varrendo a Invisibilidade” no Colégio Nossa Senhora das Dores.

"O voto facultativo no Brasil deve ser liberado?"

Desde 1824, como previsto na Constituição outorgada nesta data, o voto tornou-se obrigatório no Brasil e essa obrigatoriedade permanece até a Constituição atual, que afirma que o voto é facultativo para analfabetos, jovens de 16 e 17 anos e idosos maiores de 70 anos. Em contraposição, atualmente, grande parte da sociedade brasileira posiciona-se contra o voto obrigatório, já que a população que possui formação política precária acaba por não pensar corretamente antes de fazer suas escolhas nas eleições.

Durante a Primeira República brasileira, existia o voto de cabresto, o qual havia fraudes nas eleições e os coronéis de grande influência controlavam os votos de seus funcionários e da população local, mantendo apenas determinadas oligarquias no poder. Da mesma maneira, nos dias atuais, muitos partidos políticos seduzem e ludibriam com promessas uma parcela alienada da população que não possui senso crítico necessário para ter consciência de escolher os governantes corretos.

Além disso, atualmente, o Brasil é uma democracia, assim como a que surgiu no governo de Sólon em Atenas. Essa forma de governo garante à população a liberdade humana. Desta forma, devido à liberdade garantida pela democracia brasileira semelhante à ateniense, os cidadãos devem ter o direito de escolher se desejam ou não votar, garantindo então a existência de eleitores conscientes que, através dos representantes escolhidos, promoverão o desenvolvimento do Brasil.

Sendo assim, é necessário que o governo institua na escola o ensino sobre política através de disciplinas tais como História, Filosofia e Sociologia, mostrando-lhes, ao longo da história, os casos de fraudes no sistema eleitoral e ajudando-lhes a perceber a importância do voto, para que a população tenha formação educacional e escolha bons representantes, garantindo o desenvolvimento brasileiro, pois segundo Teodore Roosevelt, “um voto é como um rifle: sua utilidade depende do caráter de quem usa”.



Aluna: Geovana de Paula Pereira

2ª série - Ensino Médio

Profª Drª Priscila Toneli

quarta-feira, 21 de março de 2018

Oficina de Leitura: Produção de Poesias

"Arabela abria a janela,
E a Flor Amarela se abria!
Carolina erguia a cortina
e a Flora Amarela se abria
e dizia: "Bom dia"!
A Flor Amarela era 
a flor mais bela."
Luiza Bento - 4º ano "B"


"Meu Sonho multicoisas
Meu lindo sonho
Pode ser uma bailarina
Queria ter um gato risonh
São alguns sonhos de menina

Passar no tapete vermelho
Continuar tendo amigas
E me olhar no espelho
E que no mundo não haja brigas."


"Meu doce jardim
O meu jardim tem flores
O meu jardim tem cores
O meu jardim tem um cupinzeiro
E também tem um formigueiro

O caracol brilha como sol
O passarinho é belo como seu ninho
A borboleta é grande e magra como uma vareta
Já a minhoca é comprida e dorminhoca."
João Pedro Alves


"Na casa da Florzinha Biscoito
Na casa da Florzinha Biscoito
Lá é onde
Você fica afoito!

Quando o sol tá de rachar 
Você vai brincar
Na piscina de nadar.

Quando chove em tudo
Ela acha um rato miúdo
E logo sai chorando
Pela mordida, o rato Nando.

Por isso, com Florzinha Biscoito
Com ela 
Você fica afoito.

Dizem que na casa dela
Só tem mesmo um pé de bambu
E também um cacto
Com o galho quase morto."
Fauly O. Martins da Silveira - 5º ano "A"


"Aquarela
Pus meu sonho num pote de tinta
Mas com um pouco de água virá aquarela
E meu sonho vou pintando
Uma vida linda e amarela

Entre as ondas do mar vou nadando
As águas azuis entrelaçando
Com tubarões eu luto
Mas sem perder o luxo

Agora minha imaginação quer flutuar
E entre as nuvens passar
Então sigo meu destino
Pra no céu não reclamar

Pousei no arco-íris
Para meu sonho germinar
Quero logo passear, pois ele está seguro
E todo dia vou voltar.
Não pare de sonhar!"
Ana Cecília


"Amigas(os)
Amigo(a)
É algo inexplicável
É algo que a gente ama

Amiga(o)
É aquela pessoa
Que a gente guarda no coração

Amigas são sabedoria
Pois elas te ensinam
As leis da amizade

Amigo é como o sol
Que se não aparece
Seu dia não amanhece."
Yasmim Diniz

quinta-feira, 15 de março de 2018

"Vós sois todos Irmãos"

Riqueza de gritos,
Miséria de amor,
Infinitude de prantos,
Presença de dor...

Afinal, até quando estatísticas criarão verdades convenientes?
Até quando romantizar a guerra será fonte de alienação?
Eu cansei dessas mentiras convincentes,
Na verdade, nos fartamos de tamanha desolação.

Já faz tempo que os tiros me tiram a calma,
As lágrimas têm mutilado a alma,
Enquanto isso, discursos bonitos enganam outros mais,
E os acordos políticos só simulam a paz.

Podemos matar sem sermos julgados,
Violentar sem sermos castigados,
Agredir sem sofrer nenhum retalhamento,
Afinal, a justiça atual não realiza impedimento.

Somente espero que a desigualdade encontre o perdão,
Torço para que o medo se cesse na união,
Espero que as feridas se findem no aperto de mãos,
Porque "Vós sois todos Irmãos".



Texto escrito pela aluna Ana Luiza Carrilho de O. Resende (2ª série - Ensino Médio) para apresentação no 1º Aulão Interdisciplinar com o tema “Violência: fraternidade e superação da violência”.

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Irmã Terezinha Prado, educadora missionária

Celebrar a vida é dom, graça e louvor. Para muitos, momentos de festa, de olhar o passado e agradecer. Para outros, sinais de esperança, vislumbrar o futuro. Propor novas aventuras com os pés fincados na realidade atual. Assim, vejo a nossa querida Ir. Terezinha Prado de Azevedo, digo nossa, porque foi durante anos, Orientadora Educacional no CNSD, na década de 70. Quem não se lembra dos encontros na Capela, os diálogos em particular, para orientar a opção vocacional ou mesmo quando as notas não estavam de acordo com o potencial das “meninas”? Com atitudes de acolhimento sinalizava o caminho a seguir. Sua trajetória como religiosa dominicana consagrada à missão é sinal de comprometimento.

Com simplicidade, sempre disponível a servir o outro, com entrega sem reservas, colaborando na construção de uma sociedade mais humana e sustentável. Desde os anos 80, atua nas Comunidades Eclesiais de Base testemunhando a fé e a resiliência que se fazem com a participação democrática e o anúncio do Evangelho que liberta. Como dominicana faz valer o Veritas (Verdade) presente no cotidiano do Centro de Educação Infantil Marta Carneiro – CEIMC- idealizado por ela e Ir. Anita, amigas inseparáveis. Ambas marcaram e marcam presença em diferentes pastorais e movimentos sociais na Paróquia de São José, desde sua fundação com o Padre Eddie Bernardes.

Atualmente, o CEIMC é referência entre as instituições públicas de Educação Infantil pelos investimentos, apoio e presença das Irmãs Dominicanas da Província de Monteils que acreditam na educação libertadora. No dia 2 de fevereiro deste ano, Ir. Terezinha celebrou 70 anos de consagração à Vida Religiosa. Sempre atuante, com humildade e garra, na Paróquia e no CEIMC nos revela uma vitalidade que nos impressiona.

A equipe do CEIMC manifestou neste dia, o reconhecimento e respeito que as comunidades escolar e paroquial sentem por esta educadora missionária dominicana: “[...] Damos graças pela sua escolha, graças pelas teimosias, resistências, perseverança, confiança, medos, desafios, pelo SIM e o NÃO diários, que ajudaram a trilhar os caminhos do Projeto do Reino e nos conceder a graça de podermos estar aqui hoje comemorando e agradecendo este “Pedacinho do Céu” que foi construído com todo esforço e dedicação em prol do acolhimento às nossas crianças.

Irmã Terezinha, exemplo de mulher guerreira e concretizadora de sonhos. A senhora plantou a sementinha e hoje que lindo estes frutos! Plantio sólido e que até hoje nos traz tantas alegrias”. Parabéns, Ir. Terezinha Prado, testemunho vivo de amor ao próximo!!!


Por Maria de Lourdes Leal dos Santos
Fonte: Jornal da Manhã

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Discurso aos Colegas

Nós nascemos na era do “ser”. Nós devemos “ser” algo ou o mundo vai desmoronar ao nosso redor. Devemos decidir nosso futuro sem nem entender o nosso presente, mas nem sabemos o porquê. Nós nascemos em um mundo em que esperam que sejamos muito. Muito estudiosos e muito felizes, muito focados e muito espontâneos, muito apaixonados e muito realistas, muito fortes, mas muito sensíveis. Mas a verdade é que você vai sorrir e chorar. Sentir como se o mundo estivesse todo errado e todo certo. Vai se desesperar porque toda nova etapa parece um fim e nunca um começo, mas logo o outro dia chega e você percebe que ainda há novas histórias, novos momentos. E então, você terá medo e será ousado. E mesmo assim não será o fim.

Pelo menos é o que eu gosto de pensar.

Porque se há alguma certeza, aqui entre nós, é que não há certeza alguma, e está tudo bem. Está tudo bem se alguns aqui pretendem salvar o mundo em cinco anos, mas outros não sabem nem o que estão prestes a jantar. Tudo bem. Nós temos 18, não 81. A gente se encontra, se descobre aos poucos. E como minha mãe gosta de me lembrar sempre, “Cada um tem seu tempo. E, às vezes, este tempo é mais longo.”

Por isso, cada um tem seu próprio tempo de viver como se a juventude durasse apenas um dia. Cada um tem seu próprio tempo de se apaixonar e de fazer aquelas péssimas escolhas. Cada um tem seu tempo para entrar em total desespero porque o futuro está logo aí, batendo em nossa porta, nos implorando para abrir e sair para o mundo, sem olhar para trás. Cada tem seu tempo de ter medo. E cada um tem seu próprio tempo para ser gente grande. Seu próprio tempo de fazer escolhas. E essas escolhas nunca serão iguais, e é exatamente esse fato o que torna nós, humanos, seres de extrema complexidade.

Complexos porque sentimos a necessidade de sermos tudo: ousados e cautelosos, nerds e populares, médicos e desenhistas, advogados e cantores, escritores e heróis. Nós queremos ser tudo. Queremos ser a calmaria, mas também queremos ser a tempestade. Queremos ser a guerra e a paz. Queremos tudo. Até que chega o momento em que nos dizem que não podemos e que devemos decidir o que faremos com nossas vidas por um período de tempo que talvez pareça longo demais.

Bem, eu acredito que eu tenha um conselho para esse dilema: não tenha pressa. Talvez seja um pouco tarde para dizer isso, mas é o que espero que todos aqui tenham em mente. Vocês não precisam segurar o mundo nas mãos de uma só vez. Conquiste-o aos poucos. Sinta-o. Absorva-o. Respire fundo, e quando achar que seu tempo chegou, decida. E não se sinta na obrigação de ser apenas uma coisa. Você pode salvar vidas sendo um engenheiro, pode ensinar sendo um médico, pode ser poeta sendo um advogado, pode ser jogador sendo dentista, pode viajar o mundo sendo tatuadora, e pode ser feliz, mesmo que não tenha escolhido aquilo que todo mundo esperava. Vocês podem tudo, caso tenham a coragem de simplesmente tentar.

E não sejam algo que não queiram ser, só porque lhe disseram que não havia mais tempo. E se, por ventura, tenham feito a escolha errada, não tenham medo de começar tudo de novo. Talvez, no final das contas, é isso que precisamos ser, mais que qualquer outra coisa: corajosos. É necessário ter coragem para se deixar ir, fora de todas as nossas bolhas protetoras, ao encontro do mundo real. Coragem para começar de novo, mesmo quando o velho é bastante confortável.

E não há nada mais confortável do que continuar com as mesmas pessoas com quem crescemos. Mesmo que haja dias que parecemos insuportáveis, quando não queremos mais ficar ao lado um do outro. Ainda assim é confortável, porque não é novo, e já virou rotina.

Nós fomos rotina um para os outros. Alguns por quase catorze anos, outros por bem menos. Foram a certeza de conforto para muitos aqui a cada ano que passava. E eu imagino que essa sensação de conforto em voltar para escola com o bom e velho conhecido, não tenha sido algo que só eu senti. Afinal, passamos mais tempo juntos do que com nossa própria família, e no final nos tornamos a família que cada um precisou em algum momento.

Por isso, quando escrevi esse texto estava morrendo de medo que não conseguiria fazer algo especial para todo mundo. Mas depois de vários rascunhos decidi falar o que eu acho que, no fundo, todo mundo precisa ouvir: Não tenham medo de serem extraordinários. E não aceitem ser nada menos do que isso. Sejam sempre o seu melhor. Sejam sempre sua própria âncora. E estejam sempre cientes de toda a capacidade que guardamos dentro de cada um de nós. E não desistam de seus sonhos, porque no fim, são eles que tornam a vida um pouco mais empolgante e com um pouco mais de sentido.

Para terminar, gostaria de ler algo. Um texto que apareceu em alguma de nossas aulas, alguns anos atrás. O autor é Paulo Mendes Campos e faz referência à “Alice no país das Maravilhas”:

“Não te espantes quando o mundo amanhecer irreconhecível. Para melhor ou pior isso acontece muitas vezes por ano.

‘Quem sou eu no mundo?’

Essa indignação perplexa é lugar comum de cada história da gente.

Quantas vezes mais decifrares essa charada, tão estranhada em ti mesma como teus ossos, mais forte ficarás.

E é bobice disputar uma corrida se a gente não irá saber quem venceu. Se tiveres que ir a algum lugar, não te preocupes com a vaidade fatigante de ser a primeira a chegar.

Se chegares sempre onde quiseres, ganhaste.”

No fim, nós somos como livros, mas não fomos concluídos ainda. Escrevemo-nos todo dia, a cada passo novo que decidimos dar. A cada momento que aceitamos viver. Aceitem ser extraordinários e o sejam. Aceitem ir além do que pensavam que fôssemos capazes. E sejam extraordinariamente felizes.



Texto escrito pela aluna da 3ª série do Ensino Médio - Luiza Aparecida Ranuzzi - para leitura na Cerimônia de Entrega de Certificados de Conclusão de Ensino Médio CNSD.