terça-feira, 24 de dezembro de 2013

"Natal"

Natal é festa de compromisso.
E que cada um
faça do seu Natal uma festa de alegria
porque é nascimento

Natal é presença viva de Jesus
Ter a consciência limpa
Para a ternura espalhar
Viver um momento de solidariedade
Porque se acredita na mudança

Natal é a libertação das amarras
Porque ser livre é muito bom
Com a esperança renovada
Sempre acreditaremos no depois

Natal é ter coragem de seguir
Mesmo descalço
sobre muitas pedras.

É preciso lutar para se ter a paz
Tão desejada na sociedade
É preciso aquecer o diálogo na família
Para que ela sobreviva
É preciso enxergar o menino Jesus
Na face de cada um
É preciso louvar a bondade
Na mão de cada rosto sofrido
É preciso acatar a ternura
Nos olhos de cada criança
Para que o bem entre no coração De cada fiapo humano
É o nosso desejo de Natal.

Eliana Prata

Nós, Comunidade Educativa do Colégio Nossa Senhora das Dores, desejamos a todos um Feliz Natal!

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

"Diário de Bordo da Terceira Série do Ensino Médio": João Marcos Vieira Moreira

Inicia aqui, a saga de uma turma de alunos com aptidões diferentes, empolgados com o futuro, extremamente antenados às novas tendências e ainda assim com algumas dúvidas - típicas da idade...

Do outro lado: Coordenação, Direção, Professores e todo o Colégio Nossa Senhora das Dores em grande sintonia para promover um ano especial e decisivo para a formação humana e profissional de cada um destes adolescentes.

João Marcos... bem articulado, inteligente e focado nas suas metas.

Nome completo
João Marcos Vieira Moreira

Idade 
17 anos

Como é conhecido no CNSD?
João Marcos

Desde quando estuda no colégio? 
Desde o 5º ano (Ensino Fundamental 1)

Qual a sensação de ser o último ano de "escola"?
É difícil explicar... é estranho, afinal estamos terminando uma jornada para iniciar outra mais árdua, onde seremos adultos e não crianças.

O que pretende cursar e em qual instituição?
Engenharia Mecânica. Na UFV, UFU, UFTM ou na Facthus.

Qual a expectativa para 2014?
Que seja um ano tão bom quanto este, já que será um novo começo e a expectativa é grande!

Do que mais sentirá saudade?
Dos amigos, alunos e professores que sempre estiveram próximos para ajudar, para rir e para estudar também! Tive professores incríveis, como o Coutinho, Emerson, Débora e vários outros que se preocuparam com a formação humana e profissional do aluno.

Veja abaixo a escolha de Gabriel  para 2014: 
Sobre o Curso Engenharia Mecânica
Projetar, monitorar, gerenciar e fazer manutenção de máquinas, processos e sistemas de organização. Esse é o trabalho do engenheiro mecânico, que vai muito além de criar motores automotivos.
O profissional também trabalha com novas tecnologias, automação, robótica, faz controle de qualidade da produção e atua na área de energia, desenvolvendo turbinas eólicas, motores de combustão, entre outras máquinas.
Para ser um engenheiro mecânico é necessário saber física, matemática e ter curiosidade por mecanismos, dizem profissionais do setor. “Uma pessoa que gosta de máquinas, construção de equipamentos e inovações tecnológicas”, define o coordenador do curso da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Vitor Romano.


Mercado de trabalho
De acordo com especialistas da área, o mercado de trabalho da profissão é amplo, tem boa oferta de vagas, e possibilita atuação em áreas distintas. “É possível trabalhar em empresas de diversos setores ou criar seu próprio negócio para projetar novos produtos, softwares de serviços ou fazer consultoria”, afirma Vicente de Paulo Nicolau, coordenador do curso da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). “De todas as engenharias, é uma das que mais emprega”, acrescenta Nicolau.

Para o professor Luís Gonzaga, coordenador do curso do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), outro fator importante é o graduado ter uma visão de engenharia de concepção. “O aluno sai do curso capaz de fazer projetos de estrutura organizacional de uma empresa e não só manutenção de máquinas”, afirma. O curso do ITA tem ênfase em mecânica aeronáutica.

Entre as áreas promissoras do mercado de trabalho, os especialistas destacam os setores de energia, combustíveis, óleo e gás e as indústrias aeronáutica, naval e automobilística . No caso das duas últimas, o trabalho deve se concentrar na produção de peças.

De acordo com dados do Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Confea) a mecânica faz parte do grupo das engenharias industriais (no qual também estão a química, a naval, a metalúrgica e a aeronáutica) que concentra o segundo maior número de profissionais da engenharia, só perdendo para a civil.

Curso
A graduação tem duração de cinco anos assim como outras engenharias. Na maioria das faculdades, os dois primeiros anos são de disciplinas básicas como matemática, física, química, introdução à engenharia mecânica, entre outras.

Nos outros três anos, o aluno tem contato com as matérias profissionais como organização industrial, transferência de calor, mecânica de fluidos, projetos de máquinas, processos tecnológicos, entre outras. A carga horária também conta com uma série de disciplinas optativas que o aluno pode escolher como forma de direcionar sua formação para a área que mais gosta.

Ao longo da graduação, os estudantes são estimulados a participar de torneios entre as diversas universidades. As competições mais conhecidas são as do Mini Baja (veículos projetados pelos estudantes para andar em terrenos acidentados), aerodesign (aviões de controle remoto) Fórmula SAE (carros de corrida) e a de robôs.

Assim como nas outras engenharias, o curso tem estágio obrigatório de 160 horas, segundo as diretrizes do Ministério da Educação (MEC). No entanto, na maioria das faculdades é exigido um período de experiência mais extenso.

Depois de formado, é aconselhável que o aluno se especialize ou faça mestrado numa área que goste para trabalhar com mais conhecimento em um determinado assunto. Segundo os profissionais da área, também é bom se manter atualizado sobre o que acontece na área.

Fonte: G1



Sobre a "UFU - Universidade Federal de Uberlândia"
Criada em 1969, a partir da fusão de faculdades isoladas, e federalizada em 1978, a UFU ( Universidade Federal de Uberlândia) oferece atualmente 60 cursos de graduação , 23 de mestrado, 14 de doutorado, 30 cursos de especialização e 110 de extensão.

Esta estrutura acadêmica está organizada em 28 Unidades Acadêmicas ( Faculdades e Institutos) nas áreas de Ciências Biomédicas, de Ciências Exatas e de Ciências Humanas e Artes.
A UFU conta com um universo de 1.300 professores, 17.000 alunos e cerca de 3.000 técnicos administrativos (a maior parte trabalhando no Hospital de Clínicas), desenvolvendo suas atividades com base no compromisso da educação pública, gratuita e de qualidade.

Organização Acadêmica: Universidade
Categoria Administrativa: Pública Federal
Dirigente Principal: Alfredo Júlio Fernandes Neto
CNPJ: 25648387000118
Mantenedora: Ministério da Educação
Endereço da Sede
    Campus Universitário Santa Mônica
    38400-100 - Uberlândia - MG
    Telefone: 34 3239-4411    Fax:  34 3231-4300

Campi e unidades fora de sede
Campus Santa Mônica
Campus Umuarama
Campus Educação Física
Campus do Glória
Campus do Pontal - Ituiutaba
Reitoria Engenheiro Diniz
Reitoria Duque de Caxias

Fonte: UFU


Sobre a "UFTM - Universidade Federal do Triângulo Mineiro"
Anteriormente denominada Faculdade de Medicina do Triângulo Mineiro - FMTM, fundada em 1953, foi transformada em Universidade Federal do Triângulo Mineiro - UFTM, no ano de 2005, tendo sua dedicação ao ensino reconhecida por diferentes indicadores nacionais, como o IGC 2008 (Índice Geral de Cursos), que classificou a Instituição com conceito máximo, posicionando-a entre as melhores, com a 3ª colocação de Minas Gerais e a 6ª do País.
Além da tradição no ensino, a UFTM conquistou, ao longo de 57 anos de existência, o reconhecimento nacional e internacional das atividades de pós-graduação, pesquisa e extensão que desenvolve. Na pesquisa, tem dedicado especial atenção à doença de Chagas, à Esquistossomose, à Leishmaniose e outras doenças tropicais comuns na região.
Em pleno processo de desenvolvimento, a UFTM reconhecidamente mantém sua qualidade, expandindo-a para novas áreas do conhecimento e aumentando a oferta de um ensino que busca contribuir para a ciência e para o desenvolvimento da sociedade

Av. Frei Paulino, 30 - Bairro Abadia - CEP: 38025-180 Uberaba/MG
Fone: (34) 3318-5000

Fonte: UFTM


Sobre a "Facthus - Faculdade de Talentos Humanos"
A história da Faculdade Talentos Humanos – FACTHUS – começou antes do início de seu funcionamento. Ela já existia no ideal de Guilherme Dorça, pai do fundador Luiz Humberto Dorça. Eles sonhavam ver em Uberaba uma Instituição que tornasse acessível um Ensino Superior com qualidade e humanismo. O projeto foi planejado e implantado com seriedade, competência e, acima de tudo, compromisso com a excelência, com o apoio de competentes profissionais da área de Ensino Superior. Os primeiros passos foram dados efetivamente em agosto de 2004. Nessa data, a FACTHUS obteve a publicação de seu credenciamento (Portaria nº. 2.305) e a autorização de três cursos da área da saúde.
 O primeiro Processo Seletivo aconteceu ainda em 2004. Desde então, a FACTHUS vem construindo uma história de sucesso como uma Faculdade atenta à realidade do mundo, do mercado de trabalho e, principalmente, dos seus alunos.
 Em 2010 a FACTHUS inaugura o seu Campus II – Catedral levando para lá os cursos de Administração e Direito. O novo Campus possui localização privilegiada na região central da cidade e as novas instalações contam com uma infra-estrutura adequada ao nível de excelência de ensino que a Instituição oferece.

Fonte: Facthus

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

O "MITO" DO TDAH: COMO ENTENDER O QUE VOCÊ OUVE POR AÍ


Paulo Mattos
Professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro
Mestre e Doutor em Psiquiatria e Saúde Mental
Pós-doutor em Bioquímica
Presidente do Conselho Científico da ABDA


As dúvidas movem a ciência e permitem o progresso, porque impulsionam os cientistas a tentar esclarecê-las. Dúvidas, portanto, representam algo inestimável e imprescindível para todas as áreas da ciência; para a medicina não é diferente. Existe atualmente um grande número de questões não esclarecidas sobre diferentes aspectos de muitas doenças; são estas dúvidas que estão ocupando os cientistas do mundo inteiro neste exato momento e vão ocupa-los por toda sua vida profissional.

E o que fazem os cientistas? Eles fazem pesquisas com critérios rigorosos para testar suas hipóteses. Para isto, devem submeter seu projeto a um comitê de ética e ter cada etapa de seu trabalho avaliada e aprovada antes mesmo de começar. Quando a pesquisa termina, os cientistas publicam os resultados em revistas especializadas, para que os conhecimentos não apenas sejam conhecidos por todos os demais cientistas, como também para que outros possam verificar os resultados e tentar reproduzi-los para confirmá-los ou rejeitá-los. A isto chama-se de método científico e é a única maneira de se controlar os conhecimentos gerados por pesquisas.

Um cientista mal intencionado publicou resultados fraudulentos? A única forma será verificar os resultados de sua pesquisa (eles são obrigatoriamente armazenados durante muitos anos). Outro tirou conclusões erradas a partir dos resultados de sua pesquisa? Basta verificar a metodologia, conferir os resultados e ver se há outras conclusões possíveis. Alguém recebeu verba de um patrocinador que potencialmente influenciou a análise dos resultados? Informações sobre verbas são obrigatórias e caso haja uma infração, nenhuma revista científica publicará mais artigos deste pesquisador. Existiu alguma fraude com os dados? É possível saber verificando os materiais originais da pesquisa e os relatórios publicados; várias revistas publicam imediatamente editoriais quando descobrem algum tipo de erro ou fraude.

Portanto, somente o método científico nos dá a segurança de que uma determinada informação é segura, porque deste modo ela pode ser analisada, verificada, confirmada ou abandonada. Para isso existem as revistas científicas especializadas que só publicam pesquisas que respeitaram o método científico e que foram previamente avaliadas por um grupo de pesquisadores imparciais e com experiência. Quando ocorrem erros, de qualquer natureza, este é o único modo de eles serem descobertos e corrigidos: através de publicações científicas padronizadas.

Agora, imagine que alguém lhe diga que “determinada doença é causada por isto ou por aquilo” ou ainda que “determinado medicamento causa este ou aquele problema”. Você aceitaria, de bom grado? Sem pedir nenhuma comprovação científica? Sem pedir para ver os artigos científicos publicados em revistas especializadas?

Como você pode saber se algo que um profissional de saúde está dizendo é verdade? Qualquer ideia pode fazer algum sentido e mesmo assim ser falsa; nem toda lógica é verdadeira, obviamente. Muitas vezes, um discurso inflamado, aparentemente bem intencionado, é cheio de conclusões que não tem qualquer fundamento científico e não se baseia em nenhum achado de pesquisa. No Brasil, frequentemente pessoas fazem discursos e até mesmo iniciam campanhas sobre saúde baseadas em suas opiniões pessoais ou suas crenças políticas; ou seja, no que elas “acham”- é o famoso “achismo”.

E quanto ao TDAH? Existem dúvidas sobre inúmeros aspectos específicos do TDAH, assim como existem com relação ao câncer, ao diabetes, ao infarto do miocárdio, ao Parkinson, etc. Mas não existe nenhuma dúvida, no meio científico, quanto a sua existência: o TDAH é um dos transtornos mais bem estudados em toda a medicina e é descrito por médicos há mais de 2 séculos.

Mas por que algumas pessoas insistem em dizer que “TDAH não existe”?

Em primeiro lugar, vamos esclarecer quem reconhece o TDAH como uma doença: a Organização Mundial da Saúde. Além disso, no Brasil, temos a Associação Médica Brasileira, a Associação Brasileira de Psiquiatria, a Academia Brasileira de Neurologia e a Academia Brasileira de Pediatria. Você não acha estranho que alguém conheça “uma verdade” que é ignorada por todas as organizações médicas?

Bem, o modo mais simples e rápido de terminar uma discussão sobre “a existência do TDAH” seria pedir que os indivíduos que negam sua existência forneçam artigos científicos que sustentem sua opinião. Mas eles jamais o farão, porque tais artigos.... não existem! O seu discurso sempre será baseado no “achismo” e sempre dará a impressão de que estão lutando por uma causa justa, para “defender” a população de algum mal terrível. Por outro lado, artigos mostrando que existem bases neurobiológicas e genéticas no TDAH somam mais de 10.000 atualmente (isto mesmo, dez mil, você leu corretamente).

Algumas pessoas, talvez, fiquem na dúvida sobre a existência do TDAH porque “todo mundo tem um pouco”. O que ocorre é que todo mundo tem alguns sintomas de TDAH; este diagnóstico é feito pela quantidade de sintomas e não na base do “tudo ou nada”. Exatamente como no diabetes, na hipertensão arterial, no glaucoma, na osteoporose, etc.: o que dá o diagnóstico é a intensidade ou quantidade.

Existem também indivíduos que acreditam que todo e qualquer problema de comportamento (TDAH nem sempre causa problemas de comportamento, ressalte-se) é causado “pela sociedade”. Geralmente estas pessoas estão fortemente envolvidas com grupos políticos que pregam intervenções do governo na sociedade (também chamada de “engenharia social”, muito comum nos regimes ditatoriais comunistas). Tais movimentos remontam à ideia comprovadamente equivocada de que os homens nascem invariavelmente bons e puros e é a sociedade que os corrompe. Estas ideias, que datam do século XVIII, não sobreviveram aos achados da genética e das neurociências, que não existiam naquela época.

Outros, ainda acreditam que todo e qualquer problema psíquico é causado por fatores psicológicos, apesar da farta literatura científica sobre as bases neurobiológicas e genéticas do TDAH. Desnecessário dizer que geralmente tais indivíduos ganham a vida fazendo tratamento psicológico para as doenças; raramente, entretanto, falam sobre o seu próprio conflito de interesses.

Por fim, ainda há aqueles que tomam conhecimento de diagnósticos errados de TDAH, de prescrições equivocadas de medicamentos, de automedicação para fins recreativos ou para aumento do desempenho em provas e passam então a dizer que “o diagnóstico é falho” ou “o tratamento é similar ao uso de uma droga”. Não é difícil enxergar que a existência destes erros em nada comprometem nem o diagnóstico nem o tratamento do TDAH. Pense nos antibióticos: eles são muito prescritos de modo errado. Usam-se antibióticos, por exemplo, para infecções de garganta com muita frequência, um uso sabidamente equivocado (elas são causadas na maioria das vezes por vírus, que não são combatidos com antibióticos). Nem por isso deve-se abolir os antibióticos, que curam e salvam vidas quando usados corretamente. O mesmo exemplo ainda serve para aqueles indivíduos que dizem que “os medicamentos para TDAH são inespecíficos e agem em qualquer pessoa”: de fato, os antibióticos matam as bactérias em qualquer um, mas só curam aqueles que estão com pneumonia.

TDAH não é um mito. Muito daquilo que se fala contrariamente ao seu diagnóstico e tratamento são simplesmente “achismos”, crenças sem fundamento objetivo ou científico; ou seja, são mitos. E mitos, definitivamente, não são algo em que você deva confiar quando se trata de sua saúde ou da saúde de seus filhos.


Fonte: Associação Brasileira do Déficit de Atenção

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

"Diário do Peixinho dourado"

 Atividade desenvolvida com os alunos do 1º ano "A" sob a supervisão da 
Professora Euripa Alcântara.

Balança para lá, balança para cá, até que cheguei a um lugar que eu nunca havia morado antes. A sala do 1º ano das Professoras Euripa e Ivanice, o endereço para onde fui enviado.

Fiquei um pouco assustado. Pensei, será que conviver com 19 (dezenove) crianças, professora e auxiliar, daria certo? Criei coragem e enfrentei o desafio.

Para a minha surpresa, fui recebido com festa. Já comecei a ficar mais animado. A professora conversou com os alunos e todos queriam me dar carinho e atenção. Olhava fora do aquário e aquela quantidade de crianças me observando.

Os dias se passaram. As férias chegaram. Fui conhecer a casa da professora Euripa. Naqueles dias frios, não passei muito bem. Em um deles fazia tanto frio que a professora teve que aquecer um pouco de água e colocar no aquário. Por pouco tive hipotermia. São e salvo retornamos à escola.

As crianças ficaram felizes ao me rever. E eu, feliz ao vê-las e ouvir tantas coisas boas que me contaram. Elas tiveram saudades de mim. Nesse momento senti que já fazia parte da turma.

Logo deram um jeito de me arrumar um nome. A votação foi inusitada. Cada nome que eu até estremecia dentro do aquário. Depois de tanta apuração, recebi o nome de Peixinho Dourado. Ah! Foi outra festa. Só faltaram comes e bebes. Que turma animada!

Chegou o final de semana, quando fui convidado para conhecer a casa dos colegas. Oba! Passeio, visita? O que esta professora estava pensando? Não seria estranho sair da sala para passear?

Quanta surpresa!!! Sem saber, ouvi alguns dizerem:

__ Nossa, será que daremos conta de cuidar do Peixinho Dourado?

__Olha professora, na minha casa não temos animais e nem costume de cuidar deles, será que daremos conta?

__ Cuidamos bem do peixinho até lavamos o aquário.


__ Será que o peixinho não vai ficar estressado nesse vai e volta para as casas?

Ah!!! Teve também quem foi comprar comida para o peixe e esqueceu o cartão, teve que pegar comida com o comerciante. Teve criança que chorou para que eu fosse para a casa dela. Tive um final de semana de aventura. Fui até Araxá e conheci a casa da vovó Marli. Passei pela ponte do rio Araguari.

Sei que, nas idas e vindas, vi tanta coisa, ouvi e aprendi. Penso que alegrei, dei trabalho e fui amigo, fiz a minha parte. Afinal ninguém precisou ficar acordado à noite para cuidar de mim.

Na sala de aula também fiz a minha parte. Nadava, brincava e até dormia. Um dia ouvi as crianças dizendo:

__ Falem baixo, o peixe está dormindo!

Aprendi muitas lições. A maior delas é que tudo começa no coração. Eu aprendi a amar os meus colegas.

Estou pensando no próximo ano. Será que vou continuar com a turma ou vou ficar no 1º ano? Ouvi um colega dizer que ama o colégio, quer estudar aqui para sempre. Ao perguntarem para a professora, ela disse que também ama o colégio. O colega respondeu dizendo que a professora nunca vai sair da escola porque sempre repete o 1º ano, ela precisa passar de ano para um dia sair da escola.

Ou, será que vou com vocês para o 2º ano? Se acompanhar vocês a professora vai ficar sozinha, mas preciso crescer. Ajude-me a pensar no que for melhor para mim.

Um beijão do colega Peixinho Dourado 

 

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Especialistas alertam sobre o perigo de passar horas de frente para as telas do computador, smartphone e tablet

É assim na vida moderna. Milhões de pessoas no mundo passam o dia inteiro trabalhando em frente ao computador. O smartphone é usado para trocar mensagens, consultar e-mails e acessar a internet. Em casa, dedicamos um bom tempo à televisão e o tablet ainda serve para ler um livro. Já parou para calcular quantas horas você passa de frente para uma tela? O hábito aparentemente inofensivo pode se tornar um inimigo da saúde ocular. Os olhos precisam trabalhar em dobro, enquanto o número de piscadas diminui, levando ao que se chama síndrome da visão de computador (CVS, sigla em inglês). Irritação, ardência e vermelhidão nos olhos, além de sonolência, dor de cabeça, mal-estar e cansaço, estão entre os sintomas do problema, comum em uma sociedade tecnológica.

Ao permanecer horas seguidas em frente a uma tela, é comum esquecer um ato involuntário fundamental para a saúde ocular. "Piscar é necessário para renovar a lágrima, que tem duas funções básicas: proteção e lubrificação. Ela contém substâncias antibacterianas que defendem os olhos de agressão externa e age para umedecê-los, protegendo a córnea", explica o oftalmologista Elisabeto Ribeiro Gonçalves, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Oftalmologia em Minas Gerais e chefe do Departamento de Retina e Vítreo do Instituto de Olhos de Belo Horizonte. O certo é piscar em torno de 16 vezes por minuto, mas, quando a atenção está focada na tela, o número pode ser quatro vezes menor. Com a redução da quantidade de lágrima, o líquido evapora mais rapidamente e os olhos começam a ficar ressecados, causando o desconforto característico da CVS.

O assistente da Clínica de Olhos da Santa Casa de Belo Horizonte e integrante da equipe do Instituto de Olhos Pampulha Wilton Feitosa Araújo acrescenta que o uso intensivo do computador expõe os olhos aos raios ultravioleta. Assim como a diminuição das piscadas, um dos principais efeitos da radiação, mesmo que seja mínima, é uma baixa na produção e no fluxo de lágrima. "Quando passamos algumas horas em frente a uma tela que emite qualquer grau de radiação, surgem pequenas lesões na conjuntiva, membrana que recobra o olho, e na córnea. Ao fim do dia, elas provocam sintomas como dor de cabeça, olho vermelho e tontura", esclarece o oftalmologista. Por sorte, a conjuntiva e a córnea são estruturas que se recuperam com facilidade. Araújo destaca que, só de passar a noite com os olhos fechados, o retorno da lágrima facilita a multiplicação das células e a regeneração dos tecidos.

O ar-condicionado colabora para o surgimento de sintomas comuns entre pacientes com CVS. Geralmente, quem trabalha o dia inteiro diante de um computador está em um ambiente climatizado pelo equipamento, que rouba o fluido corporal, inclusive a lágrima, deixando os olhos ainda mais secos. Profissionais que usam lente de contato tendem a ficar mais sensíveis diante do uso prolongado com uma tela, pois a presença de um corpo estranho nos olhos exige uma maior lubrificação. De acordo com o oftalmologista da Santa Casa, pacientes com doenças reumatológicas como artrite reumatoide e diabéticos tendem a apresentar diminuição de lágrima, por isso estão mais predispostos a sentir incômodo diante de uma tela. Devido ao uso de medicamentos controlados, que deixam o olho seco, hipertensos e pessoas em tratamento para depressão engrossam a lista.

Leia a matéria na íntegra.

Fonte: Saúde Plena

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Famílias têm apenas 36 minutos de 'tempo de qualidade' por dia

Uma pesquisa britânica realizada em 25 países revelou que homens e mulheres dispõem hoje de apenas 36 minutos por dia - ou 15 dias por ano - para passar o chamado 'tempo de qualidade' com a família. Datas comemorativas, como o Natal, foram apontadas como as principais ocasiões em que esse tempo pode ser desfrutado. O resultado é que 75% dos pais sentem que seus filhos estão crescendo rápido demais e um terço deles afirma ter perdido momentos-chave do desenvolvimento das crianças.

Cerca de 50% dos 2 mil entrevistados afirmaram ainda que não conseguiam equilibrar bem a dose de tempo gasto com os entes queridos, principalmente pela necessidade de ficar longas horas no trabalho e ter uma rotina doméstica frenética.

A situação fica um pouco mais dramática quando esses dados são aliados aos de uma pesquisa realizada no Brasil: o salário não é o principal fator de satisfação dos profissionais. De acordo com o levantamento realizado entre os usuários da comunidade de carreiras Love Mondays (Ame as segundas-feiras, em tradução livre), o item que mais pesa é justamente “conciliar vida profissional com a pessoal”.

Este fator alcançou índice de 4.48 em uma escala de 1 a 5. Logo em seguida vem 'cultura da empresa', com 3.91. Em terceiro e quarto lugares aparecem 'remuneração e benefícios' (3,84) e 'oportunidades de carreira' (3.68). Segundo Luciana Caletti, CEO da Love Mondays, as respostas repetiram constantemente a importância dos treinamentos, oportunidades, valorização e respeito no ambiente corporativo; mas nada superou a busca por um equilíbrio entre casa e trabalho, sobretudo entre profissionais de alta qualificação.

 Telefone, TV e videogame

Ao mesmo tempo em que 8 de cada 10 pais admitiram que precisam disputar com a televisão e o videogame a atenção das crianças, 73% dos entrevistados entre 7 e 12 anos disseram que preferem brincar com os pais do que ver TV. O descompasso é nítido, segundo os pesquisadores
O estudo britânico aponta um outro agravante para essa dificuldade de equilíbrio – mesmo quando estão em casa, os pais se ausentam. É comum que o tempo doméstico seja ocupado também com um 'mergulho' em aparelhos eletrônicos e redes sociais. Isso gera um descompasso. “Ao mesmo tempo em que oito em cada dez pais admitiram que precisam disputar com a televisão e o videogame a atenção das crianças, 73% dos entrevistados entre 7 e 12 anos disseram que preferem brincar com os pais do que ver TV e 38% afirmam que gostariam que os pais passassem mais tempo brincando com eles”, afirma Gemma Arranz, porta-voz da rede de lojas de departamento sueca Ikea, que financiou o levantamento global.

Por outro lado, apenas 9% dos pequenos concordaram com a afirmação de que sempre precisam de brinquedos para brincar. Já entre os pais, 47% deles afirmaram que sentem obrigação de ser superprotetores e estão extremamente preocupados em manter as crianças seguras 100% do tempo.

O desequilíbrio é revelado também por uma confissão: 70% dos entrevistados admitiram que regularmente a família se reúne apenas para assistir televisão em silêncio, porque estão cansados demais para conversar.

De acordo com os autores da pesquisa, os problemas afetam todos os modelos de família- tradicionais ou não – porque todas estão inseridas em um contexto de aumento de uso da tecnologia, menos tempo em casa e espaços mais apertados. Mas há esperança. E Liz Fraser, autora best-seller de livros bem-humorados sobre as felicidades e agruras da maternidade/paternidade, diz que é preciso pouco para começar a mudar.

Primeiro, é preciso parar e refletir. “Muita gente não para para pensar. É preciso dispensar as distrações e reuniões pelo telefone. Pode ser um velho clichê, mas é verdade: o tempo passa muito rápido e basta piscar para perder os melhores acontecimentos da vida em família. Encontre maneiras de apreciá-los enquanto eles acontecem”, aconselha Fraser.

Liz Fraser dá cinco dicas importantes para minimizar o problema. Clique aqui para descobrir quais são.

 



Fonte: Saúde Plena

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

"Diário de Bordo da Terceira Série do Ensino Médio": Gabriel Acrani de Almeida

Inicia aqui, a saga de uma turma de alunos com aptidões diferentes, empolgados com o futuro, extremamente antenados às novas tendências e ainda assim com algumas dúvidas - típicas da idade...

Do outro lado: Coordenação, Direção, Professores e todo o Colégio Nossa Senhora das Dores em grande sintonia para promover um ano especial e decisivo para a formação humana e profissional de cada um destes adolescentes.

Gabriel... bem-humorado, prático e objetivo!

Nome completo
Gabriel Acrani de Almeida

Idade 
17 anos

Como é conhecido no CNSD?
Acrani

Desde quando estuda no colégio? 
Desde o 5º ano (Ensino Fundamental 1)

Qual a sensação de ser o último ano de "escola"?
Alívio porque acabou tudo, porém, muita saudade... porque eu cresci aqui.

O que pretende cursar e em qual instituição?
Geografia. Na UFTM ou UFU.

Qual a expectativa para 2014?
Entrar na faculdade e ser independente.

Do que mais sentirá saudade?
Sentirei falta da rotina escolar, da estrutura do colégio, dos professores e amigos.

Veja abaixo a escolha de Gabriel  para 2014: 
Sobre o Curso Geografia
É a ciência que estuda a superfície, o clima e a vegetação do planeta e sua ocupação pelo homem. O geógrafo estuda o solo, o relevo, o clima, a distribuição das águas e a vegetação da Terra. Também analisa a organização das populações e sociedades, sua relação com o ambiente e a ordenação social e econômica de espaços urbanos e rurais. Elabora planos diretores de municípios e diagnósticos para a redução do impacto ambiental em regiões poluídas ou ameaçadas pela construção de grandes obras. Com dados recolhidos por satélites e radares, confecciona e interpreta mapas, diagnosticando fenômenos, como a desertificação, a erosão de solos, o desmatamento e o avanço dos oceanos sobre a faixa litorânea. O licenciado dá aulas nos ensinos fundamental, médio e em cursinhos pré-universitários.

Salário inicial: R$ 2.000,00 (fonte: prof. Dante Reis Jr., da UnB); R$ 1.451,00 (professor da educação básica na rede pública por 40 horas semanais; fonte: MEC).

Curso 
Nos primeiros anos, o aluno estuda disciplinas das áreas da geografia física, humana, regional e instrumental (cartografia, sensoriamento remoto e geoprocessamento). Ele inicia o curso com as matérias básicas de cada área e agrega conhecimentos específicos ao escolher as disciplinas eletivas. Nos cursos de licenciatura, há ainda as disciplinas pedagógicas, como psicologia da educação e didática. Em algumas escolas, você opta, já no vestibular, entre o bacharelado e a licenciatura, enquanto outras permitem essa escolha após o aluno ter cursado as disciplinas comuns às duas titulações. O estágio é obrigatório.
Atenção: algumas graduações direcionam a formação para um setor específico, como meio ambiente (Fasar-MG e Focca-PE) ou climatologia (Unesp Ourinhos), enquanto a Unila (PR) tem um curso focado em América Latina.

Duração média: quatro anos.

Fonte: Guia do Estudante


Sobre a UFU - Universidade Federal de Uberlândia
Criada em 1969, a partir da fusão de faculdades isoladas, e federalizada em 1978, a UFU (Universidade Federal de Uberlândia) oferece atualmente 60 cursos de graduação , 23 de mestrado, 14 de doutorado, 30 cursos de especialização e 110 de extensão.
Esta estrutura acadêmica está organizada em 28 Unidades Acadêmicas ( Faculdades e Institutos) nas áreas de Ciências Biomédicas, de Ciências Exatas e de Ciências Humanas e Artes. A UFU conta com um universo de 1.300 professores, 17.000 alunos e cerca de 3.000 técnicos administrativos (a maior parte trabalhando no Hospital de Clínicas), desenvolvendo suas atividades com base no compromisso da educação pública, gratuita e de qualidade.

Av. João Naves de Ávila 2121 - Campus Santa Mônica -Uberlândia - MG
Telefone: 34 3239-4411

Fonte: UFU 


Sobre a "UFTM - Universidade Federal do Triângulo Mineiro"
Anteriormente denominada Faculdade de Medicina do Triângulo Mineiro - FMTM, fundada em 1953, foi transformada em Universidade Federal do Triângulo Mineiro - UFTM, no ano de 2005, tendo sua dedicação ao ensino reconhecida por diferentes indicadores nacionais, como o IGC 2008 (Índice Geral de Cursos), que classificou a Instituição com conceito máximo, posicionando-a entre as melhores, com a 3ª colocação de Minas Gerais e a 6ª do País.
Além da tradição no ensino, a UFTM conquistou, ao longo de 57 anos de existência, o reconhecimento nacional e internacional das atividades de pós-graduação, pesquisa e extensão que desenvolve. Na pesquisa, tem dedicado especial atenção à doença de Chagas, à Esquistossomose, à Leishmaniose e outras doenças tropicais comuns na região.
Em pleno processo de desenvolvimento, a UFTM reconhecidamente mantém sua qualidade, expandindo-a para novas áreas do conhecimento e aumentando a oferta de um ensino que busca contribuir para a ciência e para o desenvolvimento da sociedade

Av. Frei Paulino, 30 - Bairro Abadia - CEP: 38025-180 Uberaba/MG
Fone: (34) 3318-5000

Fonte: UFTM

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

"Diário de Bordo da Terceira Série do Ensino Médio": Stefania França Reis

Inicia aqui, a saga de uma turma de alunos com aptidões diferentes, empolgados com o futuro, extremamente antenados às novas tendências e ainda assim com algumas dúvidas - típicas da idade...

Do outro lado: Coordenação, Direção, Professores e todo o Colégio Nossa Senhora das Dores em grande sintonia para promover um ano especial e decisivo para a formação humana e profissional de cada um destes adolescentes.

Stefania... graciosa e muito simpática, em dúvida com qual curso escolher, tem certeza que sentirá muita falta do CNSD.

Nome completo
Stefania França Reis

Idade 
17 anos

Como é conhecida no CNSD?
Tetê

Desde quando estuda no colégio? 
Desde o 1º Período (Educação Infantil).

Qual a sensação de ser o último ano de "escola"?
Uma sensação de tristeza pela saudade que vou sentir dos velhos tempos...

O que pretende cursar e em qual instituição?
Ainda não me decidi, fiz o teste vocacional e apontou diversas áreas. Tenho vontade de optar por Saúde. Mas, pretendo fazer cursinho.

Qual a expectativa para 2014?
Decidir meu futuro e colocar minhas metas em prática.

Do que mais sentirá saudade?
Sentirei falta da minha família dominicana... Aos 4 anos de idade, minha mãe me deixou no CNSD pela primeira vez e fui acolhida pela Irmã Maria Helena, isso me marcou muito!
Sentirei saudade de tudo e de todos, a maior parte das minhas experiências aconteceu aqui e a maioria dos meus amigos estudam ou estudaram no colégio.

terça-feira, 26 de novembro de 2013

"Lua"

Você já ficou no meio da noite escura, num espaço sem energia? Já teve a oportunidade, rara hoje, de observar a lua. Pálida, fria, parece nos acompanhar quando caminhamos devagar ou rapidamente. Ela nos segue com os olhos sempre atenta. Chegou! Veio do céu para nos alegrar. Pequenina ainda, mas sorridente, com aqueles olhos esverdeados, olhando-nos com aquela profunda gratuidade. De mansinho, chegava para acariciar e os olhos, sorriso puro. Ficou sendo Lua.

Lua! Lua! Lua! Atendia sempre amável a cada um. Gostava do nome que aquele garotinho danado lhe dera. Aprendeu a andar atrás do papai, quando ia cortar a cana, ficava deitada do lado, esperando pacientemente, era companheira e solidária com a solidão dele. E foi crescendo dando e recebendo amor e atenção. Na ternura, brincava e brigava quando tentavam tirar-lhe a comida. Adorava correr atrás das vacas e cavalos, divertia-se e treinava sua voz.

Quando um de nós deitava no chão, era festa. Lá vinha ela acariciando, mordendo devagar naquela brincadeira pueril.

Um dia desses, quando apareceu um sapo, Lua na idade infantil, sem muita esperteza viu pulando um sapo, achou de morder-lhe o bumbum. O sapo nada satisfeito espirrou-lhe um líquido esbranquiçado. Então, ela ficou brava e mordeu-lhe novamente. E nessa brincadeira, ficou com muita sede. E começou a tomar água sem parar. A barriga pequena foi inchando e pesava uma tonelada, foi retendo o líquido, não fazia xixi. Ficou com falta de ar, já andava alguns passos e parava, tamanho era o peso do barrigão. O fôlego lhe faltava.

Carreguei por duas vezes, era muito pesada, apesar do tamanho. Era muita sede. Só bebia água sem parar. Tudo estava represado naquele barrigão. O médico até tentou ajudá-la, mas nada fazia efeito. Olhava-nos pedindo socorro. Custava-lhe os passos.

Uma hora até se despediu, encostou-nos, olhou-nos e saiu com aquela terrível falta de ar. Deu cinco passos e parou, olhou tudo ao redor, toda a natureza, agora verde, muito verde, por causa das chuvas. Andou mais cinco passos e deitou-se na grama. Grunhiu, era dor tanta, o companheiro veio lhe cheirar, sabendo a hora, grunhiu de esticou o rabo numa força tremenda, querendo jogar fora todo aquele peso, arregalou os olhos e esticou muito as orelhas. Lágrimas rolaram, ficamos sufocados. Meu sobrinho até pedia-lhe: Lua, vai, você consegue, você é forte e chorava. Um último suspiro, de alívio agora.

Assim Lua voltou ao céu dos cachorros para continuar nos olhando com profunda gratuidade enquanto caminhamos.


 

Por Eliana Prata - Coordenadora do Ensino Fundamental 1 CNSD

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

"Diário de Bordo da Terceira Série do Ensino Médio": Júlia Bomtempo Rocha de Sousa

nicia aqui, a saga de uma turma de alunos com aptidões diferentes, empolgados com o futuro, extremamente antenados às novas tendências e ainda assim com algumas dúvidas - típicas da idade...

Do outro lado: Coordenação, Direção, Professores e todo o Colégio Nossa Senhora das Dores em grande sintonia para promover um ano especial e decisivo para a formação humana e profissional de cada um destes adolescentes.

Júlia... meiga, delicada e pensativa partilha sua vida e o que espera dela!

Nome completo
Júlia Bomtempo Rocha de Sousa

Idade 
17 anos

Como é conhecida no CNSD?
Bomtempo

Desde quando estuda no colégio? 
Desde o 2º ano (EF1).

Qual a sensação de ser o último ano de "escola"?
Dá um aperto no coração, muita saudade e ao mesmo tempo.. um sentimento de dever cumprido!

O que pretende cursar e em qual instituição?
Pretendo estudar Medicina Veterinária na UNIUBE.

Qual a expectativa para 2014?
Cursar faculdade. Ter um ótimo desempenho e ser cada vez vez mais esforçada e dedicada.

Do que mais sentirá saudade?
Vou sentir saudade dos professores e das minhas amizades mais próximas: Thaís Alves, Anne Oliveira, Stefânia França, Letícia Gerolin, Isabela Catananti, Ingrid e Amanda Bellochio.

Veja abaixo a escolha de Júlia para 2014:
Sobre o Curso Medicina Veterinária
O médico veterinário dá assistência clínica e cirúrgica a animais domésticos e silvestres, além de cuidar da saúde, da alimentação e da reprodução de rebanhos. Outra de suas funções, complementando sua atenção na saúde animal e na saúde pública, é inspecionar a produção de alimentos de origem animal. Neste caso, o médico veterinário verifica o cumprimento das normas de higiene nas indústrias, a fim de evitar a transmissão de doenças para o ser humano. Na indústria alimentícia, ele controla as tecnologias de produção. Em qualquer indústria que utilize matéria-prima de origem animal, a presença do médico veterinário é indispensável para realizar o controle dessa matéria-prima. Pode atuar, ainda, na área de vendas de alimentos, medicamentos, vacinas e de outros artigos para animais.

O mercado de veterinária clínica e cirúrgica está relativamente saturado nos grandes centros. Mas a demanda é grande nas cidades menores. A recente ascensão de 30 milhões de brasileiros à classe média tem tudo a ver com esse aquecimento. "Conforme melhora a condição econômica dos habitantes dessas regiões, cresce também a busca pelo atendimento em clínicas veterinárias destinadas a animais domésticos", diz Angela Patrícia Santana, coordenadora do curso da UnB. Outras áreas estão aquecidas - controle e inspeção de alimentos, saúde pública, zoonose e nutrição de animais de companhia. Na área de alimentos, faltam profissionais para adequar as condições de produção às normas de exportação.

Salário inicial: R$ 3.732,00 (6 horas diárias); fonte: Sindicato dos Médicos Veterinários do Estado de São Paulo.

Curso
Nos dois primeiros anos, o estudante tem aulas de anatomia, microbiologia, genética, nutrição e produção animal, matemática e estatística, além de bioética e relações ciência, tecnologia e sociedade (CTS), entre outras. Em seguida, o aluno começa a estudar doenças e técnicas clínicas e cirúrgicas. As atividades práticas, que são realizadas em laboratório, continuam ganhando espaço na grade curricular da maioria dos cursos de medicina veterinária. No último ano da graduação, é obrigatório fazer estágio.

Duração média: cinco anos.

Fonte: Guia do Estudante


Sobre a UNIUBE - Universidade de Uberaba
A trajetória da Uniube -Universidade de Uberaba- teve início em 1947, quando foi criada a Faculdade de Odontologia do Triângulo Mineiro. Em 1972, a Instituição foi transformada em Faculdades Integradas, estrutura mantida até o seu reconhecimento pelo MEC -Ministério da Educação- como Universidade, em 1988. Hoje, a Uniube possui campus em Uberaba e Uberlândia, e mantém 42 cursos de graduação, muitos deles com oferta também na modalidade de Educação a Distância incluindo os tecnológicos de curta duração. O programa de pós-graduação inclui dois mestrados recomendados pela Capes - Educação e Odontologia - e especializações em diferentes áreas.

Dois campus, Hospital Veterinário (parceria Uniube-ABCZ-FAZU), Clínicas Integradas e a Unidade Básica de Saúde, localizada no bairro Alfredo Freire formam a estrutura da Uniube em Uberaba para o ensino de graduação e de pos-graduação. O Campus Centro, com 10.000 metros quadrados de área, está localizado na avenida Guilherme Ferreira, nº 217. Nele funciona a sede da Sociedade Educacional Uberabense, mantenedora da Uniube e o setor de clínicas. O principal suporte para o ensino de graduação está situado no campus Aeroporto, na avenida Nenê Sabino, nº 1801 ocupando uma área de 350 mil metros quadrados.

Campus Centro
Av. Guilherme Ferreira, 217 - Bairro: Centro - CEP: 38.010-200 - Telefone: (34) 3319-6600
Campus Aeroporto
Av. Nenê Sabino, 1801 - Bairro Universitário - CEP: 38.055-500 - Telefone: (34) 3319-8800
 
Fonte: Uniube

terça-feira, 19 de novembro de 2013

"Diário de Bordo da Terceira Série do Ensino Médio": Bruno Francisco de Sousa

Inicia aqui, a saga de uma turma de alunos com aptidões diferentes, empolgados com o futuro, extremamente antenados às novas tendências e ainda assim com algumas dúvidas - típicas da idade...

Do outro lado: Coordenação, Direção, Professores e todo o Colégio Nossa Senhora das Dores em grande sintonia para promover um ano especial e decisivo para a formação humana e profissional de cada um destes adolescentes.

Bruno... simpático, desenvolto e educado conta suas expectativas!

Nome completo
Bruno Francisco de Sousa

Idade 
18 anos

Como é conhecido no CNSD?
Bruno e Baixista

Desde quando estuda no colégio? 
Desde o 6º ano (EF2).

Qual a sensação de ser o último ano de "escola"?
É um divisor de águas na minha vida. Porque ao mesmo tempo em que uma etapa essencial está sendo concluída, uma outra jornada com novos desafios vem a seguir...

O que pretende cursar e em qual instituição?
Pretendo estudar Relações Internacionais e tenho preferência por UFU, UnB e UNAERP.

Qual a expectativa para 2014?
Cursando faculdade!

Do que mais sentirá saudade?
Com certeza, o que mais sentirei saudade é do ambiente acolhedor da escola e das amizades verdadeiras que fiz ao longo dos anos. Amizades que levarei comigo por toda a vida...

Veja abaixo a escolha de Bruno para 2014:
Sobre o Curso Relações Internacionais
É a condução das relações entre povos, nações e empresas nas áreas política, econômica, social, militar, cultural, comercial e do Direito. Esse bacharel analisa o cenário mundial, investiga mercados, avalia as possibilidades de negócios e aconselha investimentos no exterior. Promove entendimentos entre empresas e governos de diferentes países, abrindo caminho para exportações, importações e acordos bilaterais ou multinacionais. A internacionalização da economia amplia o campo de atuação desse profissional, que pode trabalhar em ministérios, embaixadas e ONGs.

A globalização exige que as empresas brasileiras alarguem seus horizontes e internacionalizem suas atividades. "O profissional em relações internacionais pode atuar em multinacionais como ‘diplomata corporativo’, trabalhando na elaboração e implantação de projetos, captação de investimentos, negociação internacional, dentre outras atividades", diz Matheus Souza, da Unijorge. Os postos de trabalho estão concentrados no eixo Rio-São Paulo e em Brasília, mas novas vagas aparecem em capitais nordestinas.

Salário inicial: de R$ 1.500,00 a R$ 1.800,00 (fonte: prof. Matheus Souza, da Unijorge). 


Curso 
O currículo do curso de Relações Internacionais divide-se em três grandes áreas: política, direito e economia. Durante a graduação, os alunos estudam bastante sociologia, economia e história. Questões sobre a guerra e a paz, o papel das organizações internacionais e a integração regional são alguns dos temas tradicionais. Além disso, têm aulas práticas, durante as quais fazem simulação de negociações políticas, empresariais, comerciais e diplomáticas. Trata-se de uma formação que exige muita leitura e o domínio de línguas estrangeiras - o inglês é indispensável. Na maioria das instituições de ensino é necessário que os estudantes façam estágio em empresas ou instituições públicas ou privadas que possuem atuação internacional. As escolas exigem a realização de um trabalho de conclusão de curso. Atenção: a UFMG oferece o curso de Relações Econômicas Internacionais, e a UFRJ, Defesa e Gestão Estratégica Internacional

Duração média: quatro anos.

Fonte: Guia do Estudante 


 Sobre a UFU - Universidade Federal de Uberlândia
Criada em 1969, a partir da fusão de faculdades isoladas, e federalizada em 1978, a UFU (Universidade Federal de Uberlândia) oferece atualmente 60 cursos de graduação , 23 de mestrado, 14 de doutorado, 30 cursos de especialização e 110 de extensão.
Esta estrutura acadêmica está organizada em 28 Unidades Acadêmicas ( Faculdades e Institutos) nas áreas de Ciências Biomédicas, de Ciências Exatas e de Ciências Humanas e Artes. A UFU conta com um universo de 1.300 professores, 17.000 alunos e cerca de 3.000 técnicos administrativos (a maior parte trabalhando no Hospital de Clínicas), desenvolvendo suas atividades com base no compromisso da educação pública, gratuita e de qualidade.

Av. João Naves de Ávila 2121 - Campus Santa Mônica -Uberlândia - MG
Telefone: 34 3239-4411

Fonte: UFU


 Sobre a UnB - Universidade de Brasília
A Universidade de Brasília foi inaugurada em 21 de abril de 1962. Atualmente, possui 2.445 professores, 2.630 técnicos-administrativos e 28.570 alunos regulares e 6.304 de pós-graduação. É constituída por 26 institutos e faculdades e 21 centros de pesquisa especializados.
Oferece 109 cursos de graduação, sendo 31 noturnos e 10 a distância. Há ainda 147 cursos de pós-graduação stricto sensu e 22 especializações lato sensu. Os cursos estão divididos em quatro campi espalhados pelo Distrito Federal: Darcy Ribeiro (Plano Piloto), Planaltina, Ceilândia e Gama. Os órgãos de apoio incluem o Hospital Universitário, a Biblioteca Central, o Hospital Veterinário e a Fazenda Água Limpa.

Campus Universitário Darcy Ribeiro, Brasília - CEP 70910-900 - Telefone Geral (55 61)3107-3300

Fonte: UnB


Sobre a UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto A UNAERP – Universidade de Ribeirão Preto foi a primeira instituição de ensino superior da região de Ribeirão Preto. Fundada em 1º. de junho de 1924 como Sociedade Escola de Pharmácia e Odontologia de Ribeirão Preto, por um grupo de idealistas profissionais de saúde, intelectuais e educadores, desde sua implantação tinha como objetivo promover o desenvolvimento social, educacional e cultural da então rica capital do café, hoje principal polo sucroalcooleiro do País.Daquele visionário projeto inicial, a trajetória da UNAERP teve forte expansão a partir do final da década de 1950, quando o professor Electro Bonini (1913 – 2011), assumiu a administração.
Reconhecida como Universidade em 1985, a UNAERP foi nomeada oficialmente como Universidade de Ribeirão Preto e passou a ter como reitora a professora Elmara Lucia de Oliveira Bonini, que já atuava na diretoria da Instituição e, ao lado do professor Electro, havia conduzido o processo de reconhecimento. Quando do reconhecimento, a Universidade já investia em pesquisas nas áreas de humanas, sociais, saúde, ambientais e biotecnológicas. Esses investimentos cresceram junto com a UNAERP que, a partir dos anos 90, passou a implantar novos cursos, fomentando paralelamente os projetos de pesquisas e de serviços à população. Nasceram aí, os cursos de Medicina, Enfermagem, Fonoaudiologia, Engenharia de Computação, Turismo, entre outros.
Ao longo dessa quase centenária história, a UNAERP já diplomou milhares de jovens profissionais e a cada ano tem acrescentado alguma nova contribuição aos seus alunos, professores, funcionários ou à comunidade. São iniciativas que permitem aos alunos o aprimoramento da aprendizagem e formação profissional, que viabilizam aos professores e pesquisadores a excelência da prática acadêmica, e estendem à população atendimentos, serviços, orientações e apoio de valor inestimável. Assim é a trajetória e a missão da Universidade de Ribeirão Preto que nasceu e cresceu vocacionada para interagir com sua comunidade e propiciar conhecimento e seus benefícios acessíveis a todos.

Av. Costábile Romano, 2.201 Ribeirania - Ribeirão Preto-SP CEP 14096-900
0800-7718388 (16) 3603-7000

Fonte: UNAERP

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Lançamento da Agenda Latino-Americana 2014 em Uberaba

Cantos sobre "Liberdade"

"Pelos caminhos da América" - Zé Vicente
  • Pelos caminhos da América / Há tanta dor, tanto pranto / Nuvens, mistérios, encantos / Que / envolvem nosso caminhar / Há cruzes beirando a estrada / Pedras manchadas de sangue / Apontando como setas que a liberdade e pra lá...
  • Pelos caminhos da América / Há monumentos sem rosto / Heróis pintados, mau gosto, livros de história sem cor / Caveiras de ditadores, soldados tristes, calados / Com olhos esbugalhados, vendo avançar o amor, ô, ô!
  • Pelos caminhos da América / Há mães gritando qual loucas / Antes que fiquem tão roucas, digam onde acharão / Seus filhos, mortos, levados na noite da tirania / Mesmo que matem o dia, elas jamais calarão...
  • Pelos caminhos da América / No centro do continente / Marcham punhados de gente com a vitória na mão / Nos mandam sonhos, cantigas / Em nome da liberdade / Com o fuzil da verdade, combatem firme o dragão.
  • Pelos caminhos da América / Bandeiras de um novo tempo / Vão semeando no vento, frases teimosas de paz / Lá na mais alta montanha, há um pau d arco florido / Um guerrilheiro querido que foi buscar o amanhã!
  • Pelos caminhos da América / Há um índio tocando flauta / Recusando a velha paula que o sistema lhe impôs / No violão, um menino, um negro toca tambores / Há sobre a mesa umas flores / Pra festa que vem depois!

"Liberdade" – Zé Martins
  • Liberdade vem e canta /e saúda este novo sol que vem / canta com alegria o escondido amor que no peito tem / mira o céu azul, espaço aberto pra te acolher. (bis)
  • Liberdade vem e pisa / este firme chão de verde ramagem / canta louvando as flores, que ao bailar do vento / fazem sua mensagem. / Mira essas flores abraço aberto pra te acolher. (bis)
  • Liberdade vem e pousa / nesta dura América triste e vendida / canta com os seus gritos nossos filhos mortos / e a paz ferida. / Mira este lugar, desejo aberto pra te acolher. (bis)
  • Liberdade, liberdade / és o desejo que nos faz viver / és o grande sentido de uma vida pronta para morrer / mira o nosso chão banhado em sangue pra reviver / mira a nossa América banhada em morte pra renascer. (bis)

"Liberdade Haverá" - Comunidade Católica Shalom
  • As mesmas mãos que plantaram a semente aqui estão / O mesmo pão que a mulher preparou aqui está O vinho novo que a uva sangrou jorrará no nosso altar!
  • A liberdade haverá, a igualdade haverá / E nesta festa onde a gente é irmão / O Deus da vida se faz comunhão!(BIS)
  • Na flor do altar o sonho da paz mundial / A luz acessa é fé que palpita hoje em nós Do livro aberto o amor se derrama total no nosso altar!
  • Bendito sejam os frutos da terra de Deus / Benditos sejam o trabalho e a nossa união Bendito seja Jesus que conosco estará além do altar!

"Eu quero ver acontecer" – Zé Vicente
  • Eu quero ver, eu quero, ver acontecer o sonho bom, sonho de muitos acontecer
  • Nascendo da noite escura, a manhã futura fazendo amor. No vento da madrugada a paz tão sonhada brotando em flor. Nos braços da Estrela guia a alegria chegando da dor.
  • Na sombra verde e florida criança em vida brincando de irmãos. No rosto da juventude sorriso e virtude virando canção. Alegre e feliz camponês entrando de vez na posse do chão.
  • Um sorriso em cada rosto uma flor em cada mão. A certeza na estrada o amor no coração. E uma sêmen te nova escondida em cada palmo de chão.
  • Sonho que se sonha só pode ser pura ilusão. Sonho que se sonha juntos é sinal de solução. Então vamos sonhar companheiros sonhar ligeiros – sonhar em mutirão.
  • Pelos caminhos da América / Bandeiras de um novo tempo / Vão semeando no vento, frases teimosas de paz / Lá na mais alta montanha, há um pau d arco florido / Um guerrilheiro querido que foi buscar o amanhã!
  • Pelos caminhos da América / Há um índio tocando flauta / Recusando a velha paula que o sistema lhe impôs / No violão, um menino, um negro toca tambores / Há sobre a mesa umas flores / Pra festa que vem depois! "À Volta da Fogueira " - Martinho da Vila · Os meninos à volta da fogueira / Vão aprender coisas de sonho e de verdade / Vão perceber como se ganha uma bandeira / E vão saber o que custou a liberdade · Palavras são palavras não são trovas / Palavras deste tempo sempre novo / Lá os meninos / aprenderam coisas novas / E até já dizem que as estrelas são do povo · Aqui os homens permanecem lá no alto / Com suas contas engraçadas de somar / Não se / aproximam das favelas nem dos campos / E tem medo de tudo que é popular · Mas os meninos deste continente novo / Hão de saber fazer história e ensinar

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Lançamento do Livro Agenda Latino-Americana Mundial 2014




Para 2014, ela traz o tema: "Liberdade, Liberdade". Com preciosos textos de autores e autoras da América Latina e de outros Continentes, divulga e celebra os sinais do Reino que já estão presentes na História.

Seu lançamento é feito em várias capitais e cidades do Brasil. O convite é feita em várias capitais e cidades do Brasil.

O convite se estende a todas as pessoas de Uberaba e cidades vizinhas, empenhadas no trabalho de educação, evangelização e cidadania.

O lançamento será feito pelo Padre Geraldo dos Maia [atual Reitor do Seminário Arquidiocesano de Uberaba.

Contamos com sua presença em mais este empreendimento da Comissão Dominicana de Justiça e Paz do Brasil.

Haverá venda no local.

terça-feira, 29 de outubro de 2013

"Diário de Bordo da Terceira Série do Ensino Médio": Elisa Ferreira Soares

Inicia aqui, a saga de uma turma de alunos com aptidões diferentes, empolgados com o futuro, extremamente antenados às novas tendências e ainda assim com algumas dúvidas - típicas da idade...

Do outro lado: Coordenação, Direção, Professores e todo o Colégio Nossa Senhora das Dores em grande sintonia para promover um ano especial e decisivo para a formação humana e profissional de cada um destes adolescentes.

Elisa... tímida, sensível e bem articulada conta o que deseja para 2014.

Nome completo
Elisa Ferreira Soares

Idade 
16 anos

Como é conhecida no CNSD?
Elisa

Desde quando estuda no colégio? 
Desde a 2ª Série do Ensino Médio

Qual a sensação de ser o último ano de "escola"?
São diversas sensações como: ansiedade pelo fato de estar começando uma nova etapa na minha vida, pelos novos desafios que ainda estão por vir, pelos obstáculos que irei enfrentar; receio de não suprir minhas expectativas e alegria por poder realizar meu sonho!

O que pretende cursar e em qual instituição?
Pretendo estudar Medicina e tenho preferência pela FAMERP.

Qual a expectativa para 2014?
A minha expectativa para 2014 é cursar Medicina e aproveitar cada momento dessa nova etapa!

Do que mais sentirá saudade?
Sentirei saudade das amizades que fiz em Uberaba, pois não sou daqui, então adquiri muita afinidade com essas pessoas e um sentimento de confiança e de carinho por elas. Sentirei falta também do clima de colégio, pelo fato de ser acolhedor e também pelos professores que nos auxiliaram até aqui.

Veja abaixo a escolha de Elisa para 2014:
Sobre o Curso Medicina
É a ciência que investiga a natureza e as causas das doenças humanas, procurando sua cura e prevenção. A saúde humana é o objeto de estudo do médico. Ele pesquisa e trata disfunções e moléstias, escolhendo os melhores procedimentos para preveni-las e combatê-las. Para isso, tem de estar sempre bem informado a respeito de novas drogas e equipamentos que proporcionem aos pacientes os diagnósticos e os tratamentos mais avançados e eficientes. Com um conhecimento aprofundado dos órgãos, sistemas e aparelhos do corpo humano, faz diagnósticos, pede exames, prescreve medicamentos e realiza cirurgias. Participa também de programas de prevenção e de planejamento da saúde coletiva. Há trabalho para o médico em hospitais, clínicas, postos de saúde e empresas. Grande parte atua também em consultório próprio. Pode trabalhar ainda como consultor em sites especializados, voltados para o exercício da medicina.

De acordo com o Conselho Federal de Medicina, há no Brasil cerca de 330 mil médicos - ou seja, um médico para cada 578 habitantes. Para atingir o nível dos Estados Unidos - que é de um médico para 411 pessoas -, o país ainda precisa formar mais 100 mil médicos. Daí a profissão se manter sempre em alta. A maior demanda vem do sistema público de saúde, na área de assistência básica, que inclui as unidades básicas e o Programa de Saúde da Família, em cidades do interior e periferias das metrópoles. Médicos especializados em emergência, anestesia, terapia intensiva e cirurgias de alta complexidade estão em falta no mercado. O mesmo acontece com os pediatras. "Em todo o Brasil há falta de pediatras, por isso a demanda é muito grande. Essa carência se deve, principalmente, pela rotina do profissional", diz Maurício Etchebehere, coordenador do Internato Médico da Unicamp. Uma pesquisa realizada em 2008 pelo Ministério da Saúde constatou que pediatria era a especialidade médica mais difícil de encontrar profissionais. Essa falta de profissionais já se reflete no valor dos salários. Se há dois anos o valores eram baixos, o mercado já observa melhorias. Como há poucos profissionais, os contratados recebem salários melhores. A desigualdade na distribuição dos médicos no Brasil, em que a maioria está nos grandes centros urbanos, torna a Região Norte muito atrativa: ali existe apenas um médico para cada grupo de 1.130 habitantes. "Quanto mais para o interior do país se vai, maior é a carência de profissionais", diz o professor da Unicamp. As novas áreas de atuação (veja lista ao lado) também devem aquecer o mercado. Só em relação à medicina paliativa, cerca de 650 mil pacientes precisam de cuidados desse tipo no país, a cada ano.

Salário inicial: R$ 3.120,00 (24 horas semanais em hospitais, clínicas, casas de saúde, laboratórios de pesquisas e análises clínicas); fonte: Sindicato dos Médicos de São Paulo.

Curso
O currículo é puxado, o período é integral e há seminários e pesquisas, além dos plantões em hospitais. Nos dois primeiros anos, o aluno aprende matérias básicas, como anatomia e patologia. Outras disciplinas são bases moleculares e celulares dos processos normais e alterados, fisiopatologia dos sinais e sintomas das doenças, entre outras. Boa parte das instituições de ensino oferece disciplinas práticas no início do curso para que o aluno vá se familiarizando com as atividades. Lidar com pacientes, só a partir do terceiro ano, nas disciplinas profissionalizantes e no treinamento em atendimento. Os dois anos de residência médica, depois de formado, são para o graduado se especializar.

Duração média: seis anos.

Fonte: Guia do Estudante


Sobre a FAMERP
A Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (FAMERP) é uma faculdade pública paulista, fundada em 1968. É uma das 6 faculdades estaduais de Medicina de São Paulo e seu curso médico é ministrado no sistema tradicional. Uma das mais bem conceituadas faculdades de Medicina e Enfermagem do país, se destaca por possuir o segundo maior Hospital-Escola do Brasil, o Hospital de Base de São José do Rio Preto, que perde apenas para o Hospital das Clínicas de São Paulo. Em 2008, ganhou o prêmio nacional Guia do Estudante / Banco Real de Melhor Faculdade do Interior. Ainda em 2008, recebeu nota máxima no Índice Geral de Cursos (IGC) promovido pelo MEC, classificando-se como a segunda melhor instituição pública do país, atrás apenas do ITA. No IGC 2009, divulgado no início de 2011, novamente a faculdade recebeu nota máxima do MEC .

Av. Brigadeiro Faria Lima, 5416 - Vila São Pedro - 15090-000
São José do Rio Preto - SP
Fone: (17) 3201-5700 - Fax: (17) 3229-1777

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Qualquer objeto para criança é brinquedo; tecnologia não favorece desenvolvimento

“De vez em quando não quero trocar meus brinquedos velhos. Teve um dia que eu já tinha doado todos os que eu queria, não achava o que tirar e acabei tendo que doar minha maquiagem”. Beatriz tem 8 anos e na casa dela a regra é: para cada brinquedo novo que entra, um tem que sair. A garotinha lida com tranquilidade com isso e a mãe, a relações públicas Juliana Dias, conta que desde pequena já fazia questão de transmitir à filha os conceitos de utilidade, excesso, caro e barato. Foi no aniversário de 1 ano da menina que a mãe percebeu a quantidade de objetos - entre roupas, acessórios e brinquedos - que a filha nunca usara ou usaria. “Eu fiquei muito assustada, sou uma assalariada e à medida que ela foi crescendo deixei claro que só compramos o que for útil. Temos que ir adaptando nossos argumentos junto com o crescimento deles. Hoje a Bia sabe que ela tem um limite para guardar os brinquedos. Começa a não caber no armário, separamos o que não ela não usa e doamos”, relata.

Mesmo assim, Beatriz fala como se toda a casa dela estivesse ocupada de brinquedos e livros. “Eu tenho mais ou menos uma livraria aqui em casa”, orgulha-se. Entusiasmada, diz que suas histórias preferidas são as de terror. “Você conhece ‘João, Maria e a bruxa?’ É muito legal”, recomenda ao afirmar que esse é seu livro preferido. A menina também enfatiza que tem muitas bonecas. Alice, que ela descreve como “branquinha, pequena, de cabelo pretinho, batom vermelho e que adora vestido roxo” é a sua favorita. “Mas você não enjoa de seus brinquedos?”, provoco a garotinha que me esclarece prontamente a questão:“Alice é minha filhinha, quando eu canso de brincar com ela, finjo que levei ela pra escola e brinco com outra coisa”.

A proximidade do Dia das Crianças – e o excesso de estímulos de compra que acompanha a data – convida auma reflexão sobre o consumismo na infância: e se neste ano a comemoração for diferente? E se ao invés de comprar um brinquedo novo, levar o filho ou filha à uma feira de trocas? Ou trocar o presente por um passeio divertido? Quem sabe, até, pais, mães e filhos não podem construir juntos o novo brinquedo da criança?

Depoimentos de especialistas, pais, mães e lideranças de movimentos que lutam pela regulação da publicidade infantil no Brasil mostram que apesar de ser uma tarefa difícil, muita gente está tentando fazer diferente.

Qualquer objeto é brinquedo
Doutora em educação e professora do programa de pós-graduação em Educação da PUC Minas, Magali dos Reis explica que a competição pelo brinquedo “mais legal” ou “mais caro” é uma característica ocidental e urbana. “Crianças que têm acesso a bens de consumo começam a ter esse desejo despertado entre 4 e 5 anos. Nessa fase, elas já conseguem diferenciar aqueles que são mais chamativos dos mais simples. A partir dos 6, já percebem quais brinquedos são mais tecnológicos e avançados que outros”, explica. Segundo a especialista, como as crianças se imitam muito e buscam referências entre seus pares, a vontade de ter o brinquedo igual a de um colega de escola, por exemplo, é inevitável. “Por volta dos 6 anos, elas vão se organizando em grupos que compartilham um gosto por um brinquedo específico. Criam-se uns clubinhos de meninas que colecionam barbies ou de garotos que gostam do Ben 10”, exemplifica.

Entre os mais pequenos, entre 2 e 4 anos, a principal característica é o desinteresse rápido pelos objetos. “Eles abandonam, mas retornam a ele”, afirma a educadora. O que independe da idade é a capacidade de a criança transformar qualquer objeto em brinquedo. Outra realidade é a habilidade de meninos e meninas em transformar a função e o sentido do brinquedo. “Isso nada tem a ver com a qualidade ou preço”, resume.


Fonte: Saúde Plena

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Proteção em excesso pode prejudicar as crianças

O politicamente correto já foi amplamente adotado, duramente criticado e, atualmente, há quem diga que ele está fora de moda. Será? Nos supermercados, os produtos sem agrotóxicos não estão mais no canto das gôndolas, espremidos. Ao contrário: ganham cada vez mais espaço, nas prateleiras e no prato dos consumidores. As antigas cantigas de roda foram reformuladas (veja quadro), há canais especificamene voltados para crianças e quitutes gordurosos, como refrigerantes e frituras, estão prestes a desaparecer de vez das cantinas escolares. Serão as crianças de hoje os adultos politicamente corretos de amanhã?

Quando estava com 20 anos, Verônica Dias Avelino, de 45 anos, começou a pesquisar mais sobre vegetarianismo. Criada em uma família mineira, ela conta que, em casa, o cardápio principal sempre contava com muita fritura, doces e queijos. À época, Verônica namorava o pai de seus filhos, Tomás e Francisco Dias de Queiroz, hoje com 17 e 14 anos, respectivamente. Os dois gostaram da filosofia sem carne e resolveram se tornar macrobióticos, uma vertente do vegetarianismo. “Os meninos cresceram nesse ambiente”, explica a especialista em assistência social.

Na geladeira e na despensa da família, nada tem açúcar ou é industrializado. No prato dos garotos, arroz integral, legumes e tofu são tão triviais quanto o trio arroz-feijão-carne que vemos por aí. Quando os dois eram crianças, Verônica conta que a moda entre os colegas eram os salgadinhos que vinham com pequenos discos de brinquedo dentro da embalagem. Sem sofrimento nenhum, ela conta que eles compravam, tiravam o brinquedo e jogavam o salgadinho na lixeira. “E eu nem precisava ir à banca para verificar isso, a dona que me contava”, diz a mãe. Para dar mais atenção aos filhos durante a primeira infância, fase que considera a mais importante no desenvolvimento dos pequenos, Verônica parou de trabalhar. “Acho até que essas coisas hoje naturais na vida deles, mas que são raras quando comparadas aos amigos, deve-se muito a esse fato”, analisa. “Isso teve um custo para mim, claro, mas vi que foi um investimento valioso para a vida deles.”

O acesso à televisão também não era fácil. Até hoje, a sala não conta com o aparelho. “Eles pouco viram televisão na primeira infância, tanto que até hoje eles não têm esse hábito”, completa Verônica. Propagandas sedutoras de lanches nada saudáveis e dos últimos brinquedos da moda são os dois principais motivos que a fizeram evitar a televisão em casa. “Esse tipo de coisa deveria ser proibida, porque criança não tem filtro.” Hoje, ela conta que as atenções deles se voltam mesmo é para o computador. Mesmo aceitando que não há como controlar o acesso, há limites: jogos de computador, só nos fins de semana. Ainda assim, o trato entre os três é sempre intercalar com atividades ao ar livre. “Sempre vamos pedalar ou caminhar. Vamos os três, se eu não for, o pai deles vai, porque ele também é muito comprometido com isso.”

A dieta também mudou: não é mais macrobiótica, uma vez que, segundo essa filosofia, a mulher é a responsável por preparar todos os alimentos. Quando se separou, há oito anos, Verônica voltou a trabalhar e o tempo ficou apertado. O cardápio continua saudável, só que com a adição de carne e feijão, alimentos não adotados pelos macrobióticos. Mas isso não significa que os adolescentes só comam o que estão acostumados. Se estiverem em ambientes menos restritos, comem o que há. “Mas, como fisicamente não estão acostumados, o corpo reage muito, eles ficam com rinite, dor de barriga e de garganta”, completa Verônica.

Para muitos, tantas preocupações e detalhes colocariam Verônica na categoria dos “politicamente corretos”. Ela, no entanto, foge do rótulo. “Acho que politicamente correto é um conceito que varia muito”, argumenta. “O que é politicamente correto para um brasileiro talvez não seja para um muçulmano.”

A vontade de criar os filhos da maneira mais politicamente correta possível não é de hoje. Sylvio Renan Monteiro de Barros, pediatra membro da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), autor do Blog do Pediatra e do livro Seu bebê em perguntas e respostas — Do nascimento aos 12 meses (Mg Editores), explica que o comportamento vem aumentando. Muito da preocupação, ele explica, deve-se às promessas da medicina de uma vida bem mais longa para as gerações futuras. “A estimativa é que as crianças de hoje vivam até os 120 anos”, completa.

Para conseguir permanecer tanto tempo em pé, é natural que as pessoas precisem se cuidar desde cedo. O aumento da procura (consequentemente, da produção) de alimentos livres de agrotóxicos, por exemplo, seria o efeito colateral dessa preocupação com o futuro. Informações mais acessíveis acerca das causas e consequências de problemas como diabetes, obesidade e hipertensão arterial também seriam catalisadores do comportamento mais cuidadoso à mesa. “Antigamente, acreditava-se que o leite de vaca ou o de lata era necessário para complementar o materno, que seria muito fraco”, exemplifica Sylvio de Barros. “Hoje, sabe-se que isso provoca várias doenças, especialmente as alérgicas.”

As crianças são apresentadas cada vez mais cedo ao mundo dos alimentos naturais, livres de sódio em excesso, corantes e conservantes. A tecnologia, para o especialista, seria a grande responsável por isso. Ao mesmo tempo em que os pais têm mais informações por meio da internet, os laboratórios tornaram-se capazes de manipular melhor os alimentos, retirando nutrientes negativos e trocando substâncias maléficas para a saúde por versões mais saudáveis. A vasta gama de informações, contudo, tem também seu lado negativo. “Há um ‘boom’, um exagero de conhecimento”, diz o pediatra. “As informações chegam muito rápido à população, chegam junto com o médico. Isso pode ocasionar exageros.”

Cantiga inofensiva:

Atirei o pau no gato

Como era:
Atirei o pau no gato
Mas o gato
Não morreu
Dona Chica
Admirou-se
Do berro, do berro
Que o gato deu

Como ficou:
Não atire o pau no gato
Porque isso
Não se faz
O gatinho é nosso amigo
Não devemos maltratar os animais

Boi da cara preta

Como era:
Boi, boi, boi, boi da cara preta
Pega essa menina que tem medo de careta

Como ficou:
Boi, boi, boi, boi do Piauí
Pega essa menina que não gosta de dormir

O cravo e a rosa

Como era:
O cravo ficou doente
A rosa foi visitar
O cravo teve um desmaio
A rosa pôs-se a chorar

Como ficou:
O cravo ficou doente
E a rosa foi visitar
O cravo teve um desmaio
E a rosa pôs-se a chorar
A rosa deu um remédio
E o cravo logo sarou
O cravo foi levantado
A rosa o abraçou
 
 
Fonte: Saúde Plena